Quem sou eu
- Marina
- Marmeleiro, Sudoeste do Paraná, Brazil
- Profª de Língua Portuguesa e Pedagoga no Colégio Estadual de Marmeleiro onde construí parte da minha história. E porque sou alma de espírito livre que caminha nesse mundo em busca da essência que me apraz a liberdade, amo e escrevo poesias porque: Às vezes pinto-me nuvem, outras, estrela. Às vezes vida e flores Só pra te amar. Amo e adoro amar o amor. Sou mulher. Sou paixão. Sou Poesia. Sou poeta da poesia. E sou professora.
Hora certa!
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Rádio na Escola
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Novos caminhos se aproximam ...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Rádio na Escola
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Bullying na escola
Olá, Olá! queridos alunos!
Nossa proposta em sala de aula é discutir temas polêmicos!
E botar as ideias pra todos lerem, pois, afinal,de que vale escrever só pra profe ler e dar nota, né?
O Bullying é um dos temas do terceirão matutino e segundões e quem mais quiser...
Para começar a primeira tarefa é minha!
Bullying, o que fazer na escola?
As relações interpessoais entre as pessoas se tornam mais difíceis. Estudiosos afirmam que cada vez mais a falta de valores contribuem para que as pessoas se tornem indiferentes ou agressivas. Alguns usam sua indiferença e agresssividade para tornar a vida do outro um tormento. E escolhem suas vítimas para exercer o domínio sobre elas maltratando-as e ridicularizando-as perante os colegas - como acontece nas escolas.
Na escola podemos observar um número maior de pessoas diferentes, isto é, a diversidade está presente de diversas maneiras - seja na cor, na opção sexual, no porte físico, nas deficiências, na forma de pensar e agir, etc.
Por conta disso, "As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminaçõese várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa".
Na escola não são apenas os alunos as vítimas, mas professores e toda a equipe escolar sofre com as maldades, pois além de os agredir física e verbalmente utilizam meios como a internet para ridicularizá-los, em sites.
Assim como os alunos, professores também muitas vezes fecham os olhos para as agressões que sofrem principalmente, as verbais. É comum o risinho debochado, os apelidos, o xingamento, as intimidações "tipo" - "eu sei onde você mora", " conheço seus filhos", os riscos no carro, a indiferença e a reclamação criando atrito porque se acham no direito de reclamar de notas quando pouco compareceram às aulas.
Mas para tudo isso há leis. Atualmente podemos processar àqueles que praticam Bylling contra nossa pessoa, os quais poderão pagar diversos tipos de penas.
No momento que o Bullyng é praticado, independente de quem o pratica, gera situações de violência que pode atingir toda a sociedade.
É necessário, portanto, que todos os envolvidos no processo educacional elaborem planos de ação em que valores como a cidadania, o respeito, o amor, a valorização do outro, o companheirismo sejam abordados na escola e nas famílias. Ambos são responsáveis para que se extinga o Bylling nas escolas e na sociedade.
Nossa proposta em sala de aula é discutir temas polêmicos!
E botar as ideias pra todos lerem, pois, afinal,de que vale escrever só pra profe ler e dar nota, né?
O Bullying é um dos temas do terceirão matutino e segundões e quem mais quiser...
Para começar a primeira tarefa é minha!
Bullying, o que fazer na escola?
As relações interpessoais entre as pessoas se tornam mais difíceis. Estudiosos afirmam que cada vez mais a falta de valores contribuem para que as pessoas se tornem indiferentes ou agressivas. Alguns usam sua indiferença e agresssividade para tornar a vida do outro um tormento. E escolhem suas vítimas para exercer o domínio sobre elas maltratando-as e ridicularizando-as perante os colegas - como acontece nas escolas.
Na escola podemos observar um número maior de pessoas diferentes, isto é, a diversidade está presente de diversas maneiras - seja na cor, na opção sexual, no porte físico, nas deficiências, na forma de pensar e agir, etc.
Por conta disso, "As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminaçõese várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa".
Na escola não são apenas os alunos as vítimas, mas professores e toda a equipe escolar sofre com as maldades, pois além de os agredir física e verbalmente utilizam meios como a internet para ridicularizá-los, em sites.
Assim como os alunos, professores também muitas vezes fecham os olhos para as agressões que sofrem principalmente, as verbais. É comum o risinho debochado, os apelidos, o xingamento, as intimidações "tipo" - "eu sei onde você mora", " conheço seus filhos", os riscos no carro, a indiferença e a reclamação criando atrito porque se acham no direito de reclamar de notas quando pouco compareceram às aulas.
Mas para tudo isso há leis. Atualmente podemos processar àqueles que praticam Bylling contra nossa pessoa, os quais poderão pagar diversos tipos de penas.
No momento que o Bullyng é praticado, independente de quem o pratica, gera situações de violência que pode atingir toda a sociedade.
É necessário, portanto, que todos os envolvidos no processo educacional elaborem planos de ação em que valores como a cidadania, o respeito, o amor, a valorização do outro, o companheirismo sejam abordados na escola e nas famílias. Ambos são responsáveis para que se extinga o Bylling nas escolas e na sociedade.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Dia Mundial do Meio Ambiente


Data: 05 de junho
Como surgiu?
Entre os dias 5 e 12 de junho de 1972, foi realizada em Estocolmo, a capital da Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. A partir dessa data, o dia 5 de junho foi declarado Dia Mundial do Meio Ambiente.
Os participantes da conferência assinaram documentos que deveriam obrigar os governos de todos os países a tomar medidas para impedir a poluição do solo, das águas e do ar. Eles também queriam que as pessoas tomassem consciência da necessidade de proteger o meio ambiente.
A conferência de 1992 foi realizada na cidade do Rio Janeiro e a de 2002 foi realizada na África do Sul..
E NA ESCOLA O QUE VOCÊ PODE ENSINAR AOS ALUNOS?
Primeiramente os alunos devem aprender a respeitar e cuidar do ambiente próximo a eles.
De nada adianta pregar que devem "salvar o planeta", se não entendem que pequenos atos de desperdícios prejudicam o "meio ambiente onde vivem", inclusive, na escola: tomar água e deixar a torneira aberta, desperdiçar folhas de caderno para bilhetinhos, jogar bolinhas nos colegas, fazer bolas para jogar "futebol" na hora do recreio,etc.; jogar papel de balas, chicletes, salgadinhos pelo pátio e arredores da escola. Não apagar a luz e desligar os ventiladores quando saem da sala de aula; na hora da merenda, desperdiçar o alimento deixando sobras nos vasilhames...
A educação para o respeito ao meio ambiente não começa na reciclagem e separação do lixo, apenas. Separar o lixo e reciclar já está institucionalizado. Uns fazem, outros, ainda, parcialmente. Mas os programas governamentais fazem sua parte.
O que preocupa na questão ambiental - lixeiras e lixeiras povoam os lugares por onde transitam as pessoas, mas elas jogam o lixo por onde passam; uns acreditam que rios e córregos são lixeiras, outros, que as forças da natureza ainda são castigo de Deus.
Enquanto isso,o caos se estabelece.
SERÁ que não temos salvação?
SERÁ que estamos falhando na educação de crianças e jovens?
terça-feira, 2 de março de 2010
40 anos da minha escola
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Sugestão para redação
Hoje, 08 de fevereiro, iniciamos mais um ano letivo.
Minhas turmas: 8A e 8B(Ensino Fundamental);
2A e 2B; 3A (Ensino Médio).
Iniciei as aulas nessas turmas confeccionando com os alunos uma dobradura
que lembra uma brincadeira infanto juvenil de outros tempos: "Céu e Inferno".
A partir dela, além de descobrir o segredo da brincadeira, os alunos desenvolvem conceitos de Matemática, Arte, etc.(de acordo com os objetivos que se pretende);Após os alunos produzirão, em grupo, uma modalidade de texto.
O plano de aula você pode conferir no blog da minha escola.
http://estadualmarmeleiro.blogspot. com
Mas, me dê um tempinho! esta semana está uma correria na escola.
Aproveitarei o carnaval para publicação.
Minhas turmas: 8A e 8B(Ensino Fundamental);
2A e 2B; 3A (Ensino Médio).
Iniciei as aulas nessas turmas confeccionando com os alunos uma dobradura
que lembra uma brincadeira infanto juvenil de outros tempos: "Céu e Inferno".
A partir dela, além de descobrir o segredo da brincadeira, os alunos desenvolvem conceitos de Matemática, Arte, etc.(de acordo com os objetivos que se pretende);Após os alunos produzirão, em grupo, uma modalidade de texto.
O plano de aula você pode conferir no blog da minha escola.
http://estadualmarmeleiro.blogspot. com
Mas, me dê um tempinho! esta semana está uma correria na escola.
Aproveitarei o carnaval para publicação.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Matemática vai ter peso maior no novo ENEM
Uma má notícia para quem não gosta de fazer conta: um quarto das questões objetivas do novo Enem serão especificamente de matemática.Isso porque a matéria é a única a integrar sozinha uma das quatro grandes áreas em que a prova está dividida. Assim, ao menos 45 das 180 perguntas do Enem serão apenas de matemática - a matéria, portanto, será a de maior peso na prova.Nas outras três áreas - linguagens e códigos, ciências da natureza e ciências humanas-, as questões envolverão mais de uma disciplina.Desse modo, a prova de linguagens trará questões de língua portuguesa, literatura, artes, educação física e comunicação. A de ciências da natureza terá química, física e biologia. Já a de ciências humanas será composta por história, geografia e sociologia.O diretor de avaliação da educação básica do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem), Héliton Tavares, avisa: o número de questões envolvendo matemática deve ser ainda maior que um quarto, graças ao fato de o Enem ser um exame com questões interdisciplinares.Um exemplo são perguntas de física e química que exijam conhecimentos matemáticos."Um quarto das questões serão diretamente ligadas à matemática. Mas a linguagem matemática, como gráficos, tabelas, cálculo de porcentagens, poderá ser encontrada nas outras matrizes também", afirma Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil.Ele comparou o edital deste ano com o dos anos anteriores para reformular o material didático do seu cursinho.Nos anos anteriores, o programa não tinha divisão por matérias --a interdisciplinaridade já era a marca mais forte do Enem--, o que, segundo Tavares, dificulta uma comparação entre as edições.E como o aluno deve treinar para uma prova assim? "O aluno deve fazer o maior número de questões-teste em determinado tempo. Questões fáceis, porque não adianta pegar um teste difícil e não conseguir fazer", afirma Glenn van Amson, supervisor de matemática do Anglo. Uma boa dica é recorrer às provas anteriores do Enem, disponíveis no site http://historico.enem.inep.gov.br.A overdose de matemática não assusta Willian Cruz, 17, aluno do CPV que vai prestar vestibular para economia. Na aritmética do seu horário de estudos, matemática já toma 40% do seu tempo."Quando se estuda para valer, se estuda para tudo", diz Willian, que considera que seu maior desafio no Enem não será a matemática, mas o tempo.Disciplinas exóticasOutra novidade do Enem são os temas pouco comuns em outros exames, como história da África e educação física. Mas, quanto a eles, o recado dos professores é tranquilizador: não haverá cobrança de conteúdo específico, as questões devem ser contextualizadas."Ninguém vai cobrar a regra do basquete ou a independência do Catar. Vai ter que analisar documentos históricos, interpretar", diz Mateus Prado.Héliton Tavares, do Inep, confirma que não haverá cobrança de datas. Sobre o conteúdo, diz não haver novidade nos temas exigidos --que se baseiam no programa estudado no ensino médio. Saiba sobre o simulado do Enem que será disponibilizado na Web pelo INEP a partir de hoje.
Fonte: Folha Online
Fonte: http://diaadiaeducacao.pr.gov.br
Fonte: Folha Online
Fonte: http://diaadiaeducacao.pr.gov.br
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Crônica
Quem foi adolescente aborrecente?
Digam-me as pessoas mais ou menos na casa dos 40 a 50(ou mais), - no seu tempo você foi um adolescente aborrecente? Se tiver 20 anos mais ou menos também serve a reflexão.
Os cinquentões e cinquentonas certamente dirão, mas que adolescência, que, que...? Nessa tal idade já estávamos na labuta, não havia tempo pra os tais momentos de “aborrecência”. O pai e a mãe davam logo um jeito arrumando uma forma de acalmar os hormônios e os chiliques. Havia água pra tirar do poço e encher o tanque pra mãe lavar roupas, ir cortar vassoura pra varrer o terreiro lá no “Campinho da Antena”; moer milho pra fazer quirela pros pintinhos e galinhas no pátio, arrancar e cortar mandioca pros porquinhos no chiqueiro. Pras meninas que terapia maravilhosa!Lavar louças e bombrilar as panelas que eram penduradas ora no paneleiro de parede, ora no paneleiro de escadinha decorado com toalhinhas de crochê e bordados. Será que resta por aí algum, ainda?
Quem diria! Tarefas domésticas era terapia em nosso tempo. Ninguém nunca nos aconselhou no tempo da “curvatura da vara”, psicólogo, psiquiatra ou coisa que o valha para resolver nossos “problemas” na adolescência. Afinal, tais profissionais moravam em nossa casa sem nada entender Freud e seus adeptos.
E os adolescentes, estigmatizados de “aborrecentes”, hoje, eta palavrinha feia! Quando insistiam em suas “crises”, havia um remédio mais drástico. Buscar ele mesmo na casa da vizinha uma varinha de marmelo, cujos pais a preparavam frente aos possíveis infratores, lentamente..., passando-lhe óleo de cozinha, rapidamente no fogo e depois a penduravam numa das paredes da cozinha bem a vista de todos. Quebrou promessa, a varinha comia solta nas pernas dos infratores. Ai, como doía!(assim diziam os peraltas). Eu nunca a experimentei, mas a consumi muitas vezes para longe das vistas de meus pais para que ela não entrasse em cena lá em casa nos meninos que teimavam em fugir e ir nadar no Rio Marmeleiro, algo sempre denunciado pelas comadres olhudas que viam tudo, inclusive, a garotada doidivanas nadando nus, para não molhar a roupa e não se denunciar em casa.
E todos entendiam a princípio a adversa mensagem. Nunca um pai ou mãe afirmou: - “Não sei o que fazer com meu filho (a)”. “Chame o Conselho Tutelar (naquele tempo, a Polícia)”. A varinha comia solta nas pernas dos pobres garotos de calças curtas e para completar, ir à missa confessar esses e outros pecadinhos, nada de vestir a roupa domingueira, nada de cinema. Havia castigo maior do ficar sem ir à matiné de domingo no Cine Norodi? Não assistir ao filme de Tarzan ou de Farwest? Bater os pés no chão ao som do tropel de cavalos, gritos de índios e tiros dos bandidos e mocinhos
E pais não foram acusados de omissos. Pais e filhos tinham seus problemas resolvidos na família. Havia hora e tempo pra tudo. Regras e valores a serem cumpridos e respeitados. Isso era castigo? Maldade? Tudo depende dos seus conceitos de vida, da educação que recebeu e de sua visão de mundo.
Naqueles tempos crianças e adolescentes tinham compromisso de estudar e estudar porque o governo não mandava nada para as escolas; tudo saía do bolso dos pais que exigiam aprovação. Pobres, como muitos hoje, batalhavam para dar “estudo” aos filhos porque acreditavam que este lhes daria uma vida melhor. Era um compromisso com a futura profissão do filho.
Os tempos eram outros. Porém, será que algumas lições do passado não precisam ser retomadas? Que tipo de “varinha de marmelo” os pais poderiam usar hoje? Pois, é claro, não sou favorável à violência física. O que fazer para que os adolescentes não se tornem tão “aborrecentes” ao ponto de serem execrados da sociedade?
Marina Nicéia Cunha
Profª. de Língua Portuguesa
Col. Est. de Marmeleiro
Digam-me as pessoas mais ou menos na casa dos 40 a 50(ou mais), - no seu tempo você foi um adolescente aborrecente? Se tiver 20 anos mais ou menos também serve a reflexão.
Os cinquentões e cinquentonas certamente dirão, mas que adolescência, que, que...? Nessa tal idade já estávamos na labuta, não havia tempo pra os tais momentos de “aborrecência”. O pai e a mãe davam logo um jeito arrumando uma forma de acalmar os hormônios e os chiliques. Havia água pra tirar do poço e encher o tanque pra mãe lavar roupas, ir cortar vassoura pra varrer o terreiro lá no “Campinho da Antena”; moer milho pra fazer quirela pros pintinhos e galinhas no pátio, arrancar e cortar mandioca pros porquinhos no chiqueiro. Pras meninas que terapia maravilhosa!Lavar louças e bombrilar as panelas que eram penduradas ora no paneleiro de parede, ora no paneleiro de escadinha decorado com toalhinhas de crochê e bordados. Será que resta por aí algum, ainda?
Quem diria! Tarefas domésticas era terapia em nosso tempo. Ninguém nunca nos aconselhou no tempo da “curvatura da vara”, psicólogo, psiquiatra ou coisa que o valha para resolver nossos “problemas” na adolescência. Afinal, tais profissionais moravam em nossa casa sem nada entender Freud e seus adeptos.
E os adolescentes, estigmatizados de “aborrecentes”, hoje, eta palavrinha feia! Quando insistiam em suas “crises”, havia um remédio mais drástico. Buscar ele mesmo na casa da vizinha uma varinha de marmelo, cujos pais a preparavam frente aos possíveis infratores, lentamente..., passando-lhe óleo de cozinha, rapidamente no fogo e depois a penduravam numa das paredes da cozinha bem a vista de todos. Quebrou promessa, a varinha comia solta nas pernas dos infratores. Ai, como doía!(assim diziam os peraltas). Eu nunca a experimentei, mas a consumi muitas vezes para longe das vistas de meus pais para que ela não entrasse em cena lá em casa nos meninos que teimavam em fugir e ir nadar no Rio Marmeleiro, algo sempre denunciado pelas comadres olhudas que viam tudo, inclusive, a garotada doidivanas nadando nus, para não molhar a roupa e não se denunciar em casa.
E todos entendiam a princípio a adversa mensagem. Nunca um pai ou mãe afirmou: - “Não sei o que fazer com meu filho (a)”. “Chame o Conselho Tutelar (naquele tempo, a Polícia)”. A varinha comia solta nas pernas dos pobres garotos de calças curtas e para completar, ir à missa confessar esses e outros pecadinhos, nada de vestir a roupa domingueira, nada de cinema. Havia castigo maior do ficar sem ir à matiné de domingo no Cine Norodi? Não assistir ao filme de Tarzan ou de Farwest? Bater os pés no chão ao som do tropel de cavalos, gritos de índios e tiros dos bandidos e mocinhos
E pais não foram acusados de omissos. Pais e filhos tinham seus problemas resolvidos na família. Havia hora e tempo pra tudo. Regras e valores a serem cumpridos e respeitados. Isso era castigo? Maldade? Tudo depende dos seus conceitos de vida, da educação que recebeu e de sua visão de mundo.
Naqueles tempos crianças e adolescentes tinham compromisso de estudar e estudar porque o governo não mandava nada para as escolas; tudo saía do bolso dos pais que exigiam aprovação. Pobres, como muitos hoje, batalhavam para dar “estudo” aos filhos porque acreditavam que este lhes daria uma vida melhor. Era um compromisso com a futura profissão do filho.
Os tempos eram outros. Porém, será que algumas lições do passado não precisam ser retomadas? Que tipo de “varinha de marmelo” os pais poderiam usar hoje? Pois, é claro, não sou favorável à violência física. O que fazer para que os adolescentes não se tornem tão “aborrecentes” ao ponto de serem execrados da sociedade?
Marina Nicéia Cunha
Profª. de Língua Portuguesa
Col. Est. de Marmeleiro
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