Hora certa!

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quarta-feira, 11 de março de 2009

"Um novo tempo."



"Colunista mostra como esse conceito evoluiu ao longo
da história e foi revoluciona-do no século 20.
O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o
quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei."
(Santo Agostinho, 354-430).

O atual estilo de vida que levamos, principalmente nas grandes cidades, repleto de compromissos e atividades, nos transforma em escravos do tempo. Sobra pouco tempo para algumas das coisas que mais apreciamos como ficarmos com as pessoas que amamos ou fazermos o que realmente gostamos. Sem dúvida, ansiamos por mais tempo. Tentamos nos libertar da opressão dos relógios, aprendendo a otimizar as nossas atividades e a priorizar o que é realmente importante para nós. Afinal de contas, sabemos realmente o que seja o tempo?

Analisada do ponto de vista humano, a noção de tempo varia de indivíduo para indivíduo. Dependendo da idade ou do momento de vida, sentimos sua passagem de maneira diferente. Nos primeiros anos da infância, temos a sensação de que ele passa muito devagar, quase como se fosse imóvel. Algumas crianças reclamam que demora muito para chegar o aniversário, ou que os minutos durante os quais são colocadas de castigo parecem uma eternidade. Conforme passamos pela adolescência e chegamos à fase adulta, aumentam nossos compromissos e a sensação é que o tempo começa a passar mais depressa. Para algumas pessoas, principalmente as solitárias, ao atingir a velhice, o tempo também passa lentamente.

Nossa noção de tempo não está ligada apenas ao nosso íntimo – o tempo psicológico –, mas está relacionada também à cultura e à sociedade em que estamos inseridos. Percebemos sua passagem também a partir dos pontos de referência demarcados por outras pessoas. Esses pontos de referência evoluíram muito desde o início da humanidade. O tempo tem, portanto, uma história.

Relógios de areia e clipsidra
As primeiras formas de marcar o tempo estavam relacionadas ao movimento dos corpos celestes. Em particular, o movimento do Sol, da Lua e das estrelas foram os primeiros relógios. Outros instrumentos como os relógios de areia e a clipsidra (uma espécie de concha furada para vazar a água) eram utilizados para medir intervalos mais curtos.

De maneira mais objetiva, o tempo começou a ser medido com maior precisão na época das Grandes Navegações, pois seu conhecimento era de fundamental importância para orientar os navegantes. A diferença entre o tempo medido no relógio e aquele associado com a posição do Sol permitia que os navegantes determinassem a longitude, ou seja, quanto eles tinham viajado na direção oeste-leste. A medida da latitude – quanto eles tinham viajado na direção norte-sul – era determinada a partir da posição das estrelas no céu.

Por volta do ano de 1762 foi inventado um relógio que tinha a precisão de um segundo em um mês, mesmo em um barco em movimento. O relógio era acertado com a hora do ponto de partida da embarcação e a longitude do ponto era calculada comparando a diferença entre a hora local (medida pela altura solar, por exemplo) com a hora que o relógio marca. Cada hora de diferença para mais ou para menos corresponde a um deslocamento de 15 graus de longitude leste ou oeste, respectivamente.

De Galileu a Einstein
Galileu Galilei, um dos maiores gênios da história, preocupou-se em medir e utilizar o tempo como uma maneira de compreender a natureza. Ao determinar equações de movimento da queda dos corpos, Galileu começou a mostrar que ele faz parte da natureza, pois era possível prever os movimentos conforme o tempo passava. Posteriormente, Isaac Newton, que construiu as bases da física clássica, apresentou o conceito de tempo absoluto, como se fosse um rio que fluísse sempre para frente e de maneira uniforme, seja qual fosse o ponto de vista – o tempo simplesmente passa.

Entretanto, no começo do século 20, o conceito de tempo, principalmente na física, mudou radicalmente. Para explicar novas descobertas e idéias, como o fato de a luz ser uma onda eletromagnética que viaja sempre na mesma velocidade de 300.000 km/s (1.080.000.000 km/h), independentemente de quem a esteja observando, Albert Einstein, o cientista mais importante do século passado, introduziu o conceito de que o tempo e o espaço não são coisas distintas, mas formam uma unidade e não são apenas o palco no qual ocorrem os eventos da natureza, mas também os protagonistas dessa história.

Ao postular que a velocidade da luz é a velocidade limite do universo, Einstein demonstrou que o tempo depende da velocidade com a qual nos movemos. Quando nos aproximamos da velocidade da luz o tempo flui mais vagarosamente. Para entendermos melhor, imagine que estamos viajando para um planeta distante a dezenas de anos-luz da Terra (um ano-luz tem aproximadamente 10 trilhões de quilômetros) e que a viagem foi feita com uma velocidade bem próxima à da luz. Quando voltamos da viagem, para as pessoas que ficaram na Terra se passaram dezenas de anos, mas para quem viajou se passaram apenas alguns meses.

Aceleradores de partículas e GPS
Esse efeito, conhecido como dilatação temporal, é uma conseqüência do fato de a velocidade da luz ser uma constante universal. Ainda não podemos realizar a experiência descrita acima com seres humanos, mas algo similar já é realizado com partículas atômicas. As máquinas chamadas de aceleradores de partículas, que chegam a custar bilhões de dólares, aceleram prótons e elétrons para velocidades muito próximas à da luz.

Essas máquinas funcionam com altíssima precisão, pois levam em conta os efeitos de dilatação do tempo. Todos os experimentos realizados até hoje comprovaram que a teoria da relatividade está correta. Einstein mostrou ainda que a gravidade também altera a passagem do tempo. Relógios atômicos como os que existem nos satélites utilizados no sistema GPS (sistema de posicionamento global, na sigla em inglês), que trabalham com precisão maior do que um nanossegundo, são calibrados para levarem em conta as diferenças de campo gravitacional da Terra devido à variação da altura da órbita desses satélites.

Dessa forma, vemos que o tempo é relativo a quem está medindo e não existe um tempo universal. O tempo não é apenas uma impressão dos nossos sentidos ou uma invenção humana, mas realmente existe e faz parte da natureza. Um novo tempo foi descoberto pelo homem e todos os seus mistérios ainda não foram desvendados".

Adilson de Oliveira
Departamento de Física
Universidade Federal de São Carlos
21/07/2006
.

terça-feira, 10 de março de 2009

Turma bagunceira e desatenta

“O que fazer diante de uma turma de alunos desatenta e bagunceira?

Sentimo-nos mal quando não conseguimos desenvolver a aula de uma maneira digna.
A disciplina é, ao mesmo tempo, uma arte e um desafio que exige cumplicidade entre professores e alunos. Só assim você poderá tocá-los com as suas palavras.
Eu diria que neste processo não existe um disciplinador e alguém a ser disciplinado, mas pessoas que compreendam o valor do conhecimento e respeitem a necessária ordem para que a aula possa ter um bom andamento.
Para estabelecer uma boa relação com a classe é preciso ter credibilidade e uma das formas de fazer isto é quando você mesmo se dedica à questão da autodisciplina.
Dentro de nós existe uma criança que se relaciona bem ou mal com o adulto e muitas vezes este diálogo interior não é nada exemplar, como é o caso de pessoas que fumam ou que têm outro tipo de compulsão.
Você sabe que o seu hábito lhe faz mal, mas não consegue ter o autodomínio necessário para mudar. Assim sendo, quando se tenta estabelecer a ordem fora de si, em um processo educacional, é bem capaz que suas palavras sugiram a disciplina, mas sua expressão corporal, seu olhar e a entonação de sua voz comuniquem outra coisa. Ou seja, você não está inteiro e falha como agente disciplinador e isto é percebido por seus interlocutores.
A cumplicidade que tanto queremos e precisamos só será obtida caso você esteja sinceramente trabalhando no seu próprio autodomínio. Para se obter um consenso sobre a importância da ordem na sala de aula é preciso estabelecer um bom vínculo com os seus alunos.
Como vimos, o primeiro passo é a integridade com que você se coloca. Outro, é o afeto e a emoção envolvidos em sua comunicação.
Você pode e deve brincar fazer um contato com bom humor, interessar-se pela vida de cada um dos alunos, “inventar” moda, criar um roteiro interessante de aula, buscar a participação constante e ativa dos jovens. Isso o coloca mais empático e próximo deles.
Mas, é fundamental que em outros momentos, você saiba chamá-los à consciência da necessidade da disciplina. Por exemplo, se um aluno está falando, dando o seu depoimento é fundamental que os outros prestem atenção, afinal de contas, todos nós aprendemos uns com os outros e não faz sentido faltar com o respeito, deixando uma pessoa falando sozinha.
Outro ponto muito importante é saber a diferença entre uma comunicação tradicionalmente vertical e um sistema democrático que usa a circulação das informações.
No ensino convencional, o conceito é que o professor ensina e o aluno aprende; em um ensino mais democrático trabalhamos as questões que vêm dos próprios alunos. Neste sentido quando você cria uma estrutura de aula, deve estar pronto para alterá-la conforme as necessidades do aqui - agora, atento à demanda do principal interessado na questão: aquele que está aprendendo.
Mas, só é possível adotar esta perspectiva de todos aprenderem com todos, quando temos claro o respeito nas relações. Aliás, respeito e consideração são tudo o que estamos precisando para construir um mundo diferente e melhor do que este que estamos vivendo e, portanto a reeducação das relações se faz hoje tão importante”.

Sergio Savian.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Apenas versos




Enquanto dormes
me mato de escrever versos
versos das incertezas,
do amor que não tive,
versos de poeta
a te procurar
sem poesia.

Às vezes me pinto nuvem
Às vezes me pinto estrela
Às vezes me pinto vida
Só pra te amar.
Marina
Marmeleiro,10/01/07.

Poema Poesia





Versos, apenas versos.


Sinto o choro de minha
poesia... Sinto-me morrer
em prados,
descampados...
por invernos de sonhos loucos
e aos poucos,

marco-me,
tatooo-me mulher,
poeta.

Desnudo corpo e alma.

Sinto o peso,
da falsa poesia,
das sombras que desmerecem,
as rimas,
presas na garganta
que,
rejeitam a insensatez
de versinhos isolados e problemáticos,
espantados, mudos,
da palavra escrita.

Minha poesia
Versos,
meio reverso,
prazer, dor, paixão, emoção.

O detrás da página, o segredo, o nada
O nada que é tudo,
O tudo que é nada,
O amor, o sentimento
pela palavra...

Minha poesia
é sangue da terra,
rebeldia, liberdade,
exagero,
Sol
quebra,
parafernália,
prosas diversas,
relíquias de armário
- Sonhos -
no meio do Caminho,
cruz e forca,
pedaços
- desassossego –

Mulher e homem,
Fogo e paixão!
Bebê recém-nascido,
cheiro de amor:
poesia
gordinha menina
rosada
danadinha!

Assalto,
Loucura,
Poesia.
Momentos... palavras, apenas ...palavras!
Talvez, soltas no tempo.
Buscando sentido...simplicidade...
- Sei lá!
- Tem poesia
no Poema?

Marina
Marmeleiro, 09/03/09.

sábado, 7 de março de 2009

Dia da Mulher




O que é Ser Mulher?
Não sei.
O que sei é que sou Mulher!
Mulher que acredita no poder de ser mulher.
Já fui criança, adolescente, menina-moça,
Moça,e finalmente, Mulher!?!

Sempre fui Mulher pra além de qualquer estado físico,
mas disseram-me que devia ser Mulher no corpo - físico.
Principe encantado? Amado amante? Sonhos? Ilusões?!
E me fiz Mulher! Me fizeram mulher,
nos sonhos, nas ilusões...

Sou Mulher no meu trabalho,
Nos meus ideais e ideias,
Na compreensão do Ser e Viver naquilo que acredito,
quando digo Não!Não e Não!

Sou Mulher todo dia e toda noite,
Sou Mulher porque acredito
em minhas possibilidades
de vencer,
não me submeto,
luto por um mundo melhor,
por mim,
luto e debato-me,
debato-me e luto

Sou mulher e pronto.
É preciso dizer mais?

Marina
07 de março de 2009.

domingo, 1 de março de 2009

Atualize-se! Acordo Ortográfico.

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Por: Marília Mendes

Alfabeto
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O alfabeto é agora formado por 26
letras
O "k", "w" e "y" não eram
consideradas letras do nosso alfabeto.
Essas letras serão usadas em siglas,
símbolos, nomes próprios, palavras
estrangeiras e seus derivados.
Exemplos: km, watt, Byron,
byroniano

Trema
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não existe mais o trema em língua
portuguesa. Apenas em casos de
nomes próprios e seus derivados,
por exemplo: Müller, mülleriano
agüentar, conseqüência, cinqüenta,
qüinqüênio, frqüência, freqüente,
eloqüência, eloqüente, argüição,
delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
aguentar, consequência, cinquenta,
quinquênio, frequência, frequente,
eloquência, eloquente, arguição,
delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

Acentuação
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Ditongos abertos (ei, oi) não são
mais acentuados em palavras
paroxítonas
assembléia, platéia, idéia, colméia,
boléia, panacéia, Coréia, hebréia,
bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico,
paranóico
assembleia, plateia, ideia, colmeia,
boleia, panaceia, Coreia, hebreia,
boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico,
paranoico
obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis,
papéis.
obs2: o acento no ditongo aberto "eu" continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hiato "oo" não é mais acentuado enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo,
abençôo, povôo
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo,
abençoo, povoo
O hiato "ee" não é mais acentuado crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem,
relêem, revêem
creem, deem, leem, veem,
descreem, releem, reveem
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não existe mais o acento
diferencial em palavras
homógrafas
pára (verbo), péla (substantivo e
verbo), pêlo (substantivo), pêra
(substantivo), péra
(substantivo), pólo (substantivo)
para (verbo), pela (substantivo e
verbo), pelo (substantivo), pera
(substantivo), pera (substantivo), polo
(substantivo)
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo "poder" (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo -
"pôde") e no verbo "pôr" para diferenciar da preposição "por"
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não se acentua mais a letra "u"
nas formas verbais rizotônicas,
quando precedido de "g" ou "q" e
antes de "e" ou "i" (gue, que, gui,
qui)
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe,
enxagúemos, obliqúe
argui, apazigue,averigue, enxague,
ensaguemos, oblique
Não se acentua mais "i" e "u"
tônicos em paroxítonas quando
precedidos de ditongo
baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha,
feiúra, feiúme
baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha,
feiura, feiume

Hífen
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hífen não é mais utilizado em
palavras formadas de prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em
vogal + palavras iniciadas por "r"
ou "s", sendo que essas devem
ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato,
anti-social, anti-rugas, arquiromântico,
arqui-rivalidae, autoregulamentação,
auto-sugestão,
contra-senso, contra-regra, contrasenha,
extra-regimento, extra-sístole,
extra-seco, infra-som, ultra-sonografia,
semi-real, semi-sintético, supra-renal,
supra-sensível
antessala, antessacristia,
autorretrato, antissocial, antirrugas,
arquirromântico, arquirrivalidade,
autorregulamentação, contrassenha,
extrarregimento, extrassístole,
extrasseco, infrassom, inrarrenal,
ultrarromântico, ultrassonografia,
suprarrenal, suprassensível
obs: em prefixos terminados por "r", permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra:
hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, superrealista,
super-resistente etc.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hífen não é mais utilizado em
palavras formadas de prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em
vogal + palavras iniciadas por
outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, autoaprendizagem,
auto-escola, autoestrada,
auto-instrução, contraexemplo,
contra-indicação, contraordem,
extra-escolar, extra-oficial,
infra-estrutura, intra-ocular, intrauterino,
neo-expressionista, neoimperialista,
semi-aberto, semi-árido,
semi-automático, semi-embriagado,
semi-obscuridade, supra-ocular, ultraelevado
autoafirmação, autoajuda,
autoaprendizabem, autoescola,
autoestrada, autoinstrução,
contraexemplo, contraindicação,
contraordem, extraescolar,
extraoficial, infraestrutura, intraocular,
intrauterino, neoexpressionista,
neoimperialista, semiaberto,
semiautomático, semiárido,
semiembriagado, semiobscuridade,
supraocular, ultraelevado.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano,
socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por "h": anti-herói, anti-higiênico, extrahumano,
semi-herbáceo etc.

Nova Regra Regra Antiga Como Será
Agora utiliza-se hífen quando a
palavra é formada por um prefixo
(ou falso prefixo) terminado em
vogal + palavra iniciada pela
mesma vogal.
antiibérico, antiinflamatório,
antiinflacionário, antiimperialista,
arquiinimigo, arquiirmandade,
microondas, microônibus,
microorgânico
anti-ibérico, anti-inflamatório, antiinflacionário,
anti-imperialista, arquiinimigo,
arqui-irmandade, microondas,
micro-ônibus, micro-orgânico
obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal
diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
obs2: uma exceção é o prefixo "co". Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal "o", NÃO utliza-se hífen.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não usamos mais hífen em
compostos que, pelo uso, perdeuse
a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, páraquedista,
pára-lama, pára-brisa, párachoque,
pára-vento
mandachuva, paraquedas,
paraquedista, paralama, parabrisa,
pára-choque, paravento
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui
unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira,
tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

Observações Gerais
O uso do hífen permanece Exemplos
Em palavras formadas por prefixos
"ex", "vice", "soto" ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
Em palavras formadas por prefixos
"circum" e "pan" + palavras
iniciadas em vogal, M ou N
pan-americano, circum-navegação
Em palavras formadas com
prefixos "pré", "pró" e "pós" +
palavras que tem significado
próprio
pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
Em palavras formadas pelas
palavras "além", "aquém", "recém",
"sem"
além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados,
sem-número, sem-teto

Não existe mais hífen Exemplos Exceções
Em locuções de qualquer tipo
(substantivas, adjetivas,
pronominais, verbais, adverbiais,
prepositivas ou conjuncionais)
cão de guarda, fim de semana, café
com leite, pão de mel, sala de jantar,
cartão de visita, cor de vinho, à
vontade, abaixo de, acerca de etc.
água-de-colônia, arco-da-velha, corde-
rosa, mais-que-perfeito, pé-demeia,
ao-deus-dará, à queima-roupa

http://portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/acordosortograficos.pdf
Portal: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br - acessado: 1/03/09

Para pensar!...

Uma questão de pontuação

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não o meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa para sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a diferença.
Autor desconhecido.