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sábado, 28 de março de 2009

A arte da sobrevivência

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.

Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

-Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Neste momento, o porco escutava toda a conversa.

No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:

- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!!

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:

- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três.

No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:

-Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:

- Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!!
Você venceu, Campeão!!!

Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:

- Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o porco!!!"

Isso acontece muito dentro de uma empresa e ninguém percebe, quem é o funcionário que merece o mérito pelo sucesso. Saber viver e ser reconhecido é uma arte.

http://velhosabio.com.br - acessado em 28/03/09.

terça-feira, 24 de março de 2009

Você sabe o que é a CONAE?

A CONAE será um importante espaço democrático para a construção de diretrizes para a política nacional de educação e dos seus marcos regulatórios, na perspectiva da inclusão, igualdade e diversidade.

A Conferência Nacional de Educação será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, contemplando a Educação Básica, a Profissional e a Superior.

A Conferência Estadual de Educação deverá ocorrer até 30 de novembro de 2009.

As Conferências Municipais de Educação / Intermunicipais / Regional deverão acontecer até 30 de junho de 2009.

Diferenças:
Conferência Municipal: o município realizará a conferência individualmente.
Conferência Intermunicipal: vários municípios se unem e realizam a conferência numa das cidades.

Conferência Regional: há conferência em todos os municípios da região e uma, regional, fazendo a compilação de todas.

SEGMENTOS
Todos os níveis, etapas e modalidades de ensino das
Redes Públicas e Privadas – Municipais, Estaduais e Federal
• Gestores;
• Trabalhadores da Educação;
• Estudantes;
• Pais e Mães/responsáveis de estudantes.

RESPONSÁVEIS PELA ORGANIZAÇÃO DAS CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS NAS REGIÕES :
(1) representante do Núcleo Sindical da APP-Sindicato;
(1) representante do NRE;
(1) representante do Poder Público Municipal ou da UNDIME.
(1) representante de entidades que representem os trabalhadores da educação no município;
(1) representantes da rede municipal de educação;
(1) representante dos estudantes;
(1) representante de pais e mães/responsáveis.

TEMA
Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação.
Por que realizar a CONAE?
É o mais importante espaço democrático para a construção da política nacional de educação e de seus marcos regulatórios, na perspectiva da inclusão, igualdade e diversidade.

A CONAE se estruturará em seis eixos temáticos:
I – Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade: Organização e Regulação da Educação Nacional;
II – Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação;
III – Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso Escolar.
IV – Formação e Valorização dos Trabalhadores em Educação.
V – Financiamento da Educação e Controle Social.
VI – Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade.

OBJETIVO
O principal objetivo é a mobilização social em prol da educação para o enfrentamento de cinco grandes desafios:
a) construção de um Sistema Nacional de Educação responsável pela institucionalização de orientação política comum e de trabalho permanente do Estado e da sociedade na garantia do direito à educação;
b) mobilização nacional pela qualidade e valorização da Educação Básica e Educação Superior;
c) subsidiar políticas públicas de educação articuladas entre os sistemas;
d) que estas políticas públicas de educação promovam a formação integral com qualidade;
e) universalização e qualidade social da educação básica e superior.

PAPEL DA SOCIEDADE CIVIL
Discutir sobre concepções, limites e potencialidades das políticas para a educação nacional, pois propiciará os marcos para a construção de um novo plano nacional de educação com ampla participação da sociedade civil e política. O processo poderá possibilitar, ainda, a problematização e aprofundamento da discussão sobre a responsabilidade educacional.
Garantir que os acordos e consensos produzidos na CONAE redundem em políticas públicas de educação, que se consolidarão em diretrizes, estratégias, planos, programas, projetos, ações e proposições pedagógicas e políticas, capazes de fazer avançar o panorama educacional, no Brasil. Necessário financiamento!
Existe um Documento de Referência da Conferência Nacional de Educação que desenvolve o tema central da CONAE: "Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação:O PLano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação", disponível em
www.mec.gov.br e no portal da educação do Estado do Paraná www.diadiaeducacao.pr.gov.br

Para quem gosta de Poesia


Sonhos

Meu compromis-so é com o amanhã
porque o amanhã é hoje
O hoje me dá a esperança
esperança de crescer, de fazer acontecer...

Fazer acontecer é ter sonhos inventados
ilusões exageradas
paixões encantadas!

Sonhar...
lançar nossas redes ao mar desconhecido...
para o futuro ...
fazer da palavra ação de amor
de liberdade
de justiça
de descoberta,

amor por você
pela vida
pela construção livre
pelo sonho da transformação
pelo olhar...
da tessitura do educar
hoje e o amanhã na rede da imaginação
rede em que nos construímos
e somos construção
dividimos intenções
multiplicamos descobertas
realizamos mobilizações.

Há de se dizer
que a vida
é uma eterna busca
busca de significados
para sonhos ao amanhecer
no ontem, no hoje, no amanhã
basta querer...
e na teia não se prender.

Basta
Pintar a palavra com poesia
A poesia com o sonho
O sonho com alegria.
Basta acreditar que você
pode mudar e mudar-se
Sonhar
para não se perder
Se você se perder
Como o sonho poderá realizar?

Marina
Marmeleiro, 23 de outubro de 2007.

domingo, 22 de março de 2009

Carpem Die



"Palavras e ideias podem mudar o mundo".


"Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos".


Filme: Sociedade dos Poetas Mortos.

Poema de domingo



Magia,
Versos de poesia
tentacão
flores
essência
tempero do amor
e da flor
Paixão.
Ao meu lado,
a Lua,
ao seu lado
o Sol.
Perto de nós
o mundo
Palavras e
faceirices de um grande amor.

Marina - 22/03/09, domingo, 14h.

sábado, 21 de março de 2009

CRÔNICA - O PERU DE NATAL

Lá se vai mais um ano. Quem anuncia o novo ano é o Peru de Natal que morreu degolado, estrebuchado; congelado, descongelado e, finalmente recheado das mais diversas maneiras nas mesas natalinas. Nem vamos falar do preço! Afinal, Natal, é prenúncio de novo ano, e a figura principal é Jesus. E por Ele vamos à missa do galo.

Peru faz parte da festa natalina. Mas foi importado das ceias de natal portuguesas.
As aves de Natal são o peru e o galo. Por que recheamos peru (carne nobre) no Natal e, por que missa do Galo? Acredite nada tem a ver com a terra “brasilis”.
Há vários mitos. Peru tem a ver com Ação de Graças americano. Cristóvão Colombo quando chegou à América ficou tão fascinado com o sabor do peru e com a rapidez de seu crescimento que o trouxe para a Europa. Os faisões, cisnes e gansos, que eram servidos na Europa em grandes banquetes, rapidamente foram substituídos pelo peru americano. Assim aparece o peru na ceia de natal portuguesa. Já o galo acredita-se anuncia o fim de uma noite de trevas e o começo do nascimento de Jesus. Segundo a lenda, em Roma, ano 400, um galo cantou à meia-noite do dia que Jesus nasceu. Ora, os galos cantam ao amanhecer... Então, criou-se o hábito de levar um galo à missa da meia-noite de 24 de dezembro para que ele cantasse ( co, co, riiii, coooo)! Daí a tradição da missa do galo. Entende-se o porquê de ninguém comer galo... nem galinha na noite de Natal.!Também nunca vi um galo ser levado à missa do galo! (Donde se vê que as tradições, se perdem no tempo)... E o pobre peru sofre a consequência da história na mesa de Natal.

Todo ano fico insegura ao colocá-lo no forno. Olho aquela pobre ave, sem saber muito que fazer para torná-la mais apetitosa, apesar das dicas do fabricante.
Navego pela internet em busca do peru mais saboroso. É tanta receita que fico com medo de arriscar. Analiso as sugestões, geralmente, os ingredientes estão além da minha região e aquém do meu poder aquisitivo. Debruço-me na minha receita tradicional, pois, ao longo dos natais, aprendi as receitas que agradam à família.
Uma leitura daqui, uma pitada dali, acaba incrementando o tal peru. Lá vai ele para o forno, em papel de alumínio.
O cheirinho de carne assada aos poucos aguça a gula. (Bom, muito bom, sinal de que a ave promete).

E de repente... o gás, ... pufff..! - Oh, Deus, logo agora, o que acontecerá com o peru de Natal? Por que gás se esvai sempre no momento menos oportuno?
- Pai, depressa, o gás, terminou! O peru vai encruar, grito desesperada!...
Papai desce as escadas correndo pra garagem. Ufa!... E sobe com outro botijão!
O fogo volta e continuo desconfiada de que o peru está prejudicado...
Não quero fazer feio na noite de Natal! Mesa recheada de iguarias e enfeites. Abro o forno, desconfiada, afasto o papel laminado, jogo o caldo sobre o peru conforme instruções; sapeco minhas mãos; queimo os dedos, sapeco aqui, sapeco ali...
Lembro-me - dias atrás li numa reportagem que cozinhar deixa marcas... E o prazer do cozinheiro é ostentar as marcas como troféu!...Aiiiii!
Enquanto isso... Corro pra lá e pra cá buscando dar à mesa natalina um toque especial. O pessoal que espera o peru joga conversa fora frente à televisão, os mais novos enfrentam seu narcisismo no espelho brincando de ficar elegantes, uns poucos foram à missa do galo. Crianças correm e gritam por aqui e ali, beliscam furtivamente. Que cheirinho bom, tia! Tilintar de telefones. Músicas de Natal, luzes coloridas enfeitam a casa, risos, perfumes no ar. Vida. Família. União. Esperança. Solidariedade. Respeito. Força de vontade. Sonhos. Sorrisos. Lágrimas. Saúde. Nossa profissão. Amor aos pais pratos servido à mesa com toalha decorada. Motivos natalinos. Velas, pratos, copos e talheres para esse momento tão sublime!
Abro a tampa do forno na minha solidão de cozinheira. Bocejo. Ufa! Que cansaço! Apesar do apagão momentâneo o peru promete...
Cheirinho divino e até “pecaminoso” de carne tenra toma conta de toda casa. Dou-lhe novamente banho de calda que escorre entre o papel laminado. E “queima” contra o calor do forno. Ninguém agüenta o cheirinho do peru. E aos poucos correm à mesa, sentam-se. Calma pessoal! Ajudem-me a tirá-lo do forno. Mãos não faltam. As minhas, sapecadas, ficam de lado. E a mesa sublime está composta com os apóstolos da minha família e de tantas outras famílias. Obrigada, Senhor! Rezamos de mãos dadas.
Brindamos a nova vida. E a vida em família. E a outros tantos natais.

Prof.ª Marina Nicéia Cunha
Língua Portuguesa e Literatura
Colégio Estadual de Marmeleiro

Crônica publicada no Jornal de Beltrão em 2008.

Respeite os direitos autorais.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pagu, A Mulher.

NOTHING

Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel's check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram
Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.

Pagu/Patricia Rehder Galvão
Publicado n'A Tribuna, Santos/SP, em 23/09/1962.


Patrícia, a PAGU, nasceu na cidade de São João da Boa Vista, no dia 14 de junho de 1910 às 2 horas da tarde, na casa nº 21 da antiga Rua São João (hoje Getúlio Vargas). A casa onde nasceu Patrícia embora construída de taipa e barro sovado, era sólida e de boa aparência. Depois de reconstruída, o Sr. Antônio Balestrin passou a residir ali com a família, instalando nela inclusive, sua fábrica de móveis. Patrícia era filha do Dr.Thiers Galvão de França, advogado e jornalista e de Adélia Rehder Galvão, filha da tradicional família Rehder. Foram seus avós paternos Joaquim Galvão Freire de França e Guilhermina Galvão e avós maternos Germano Rehder Sobrinho e Ordália Aguiar Rehder. Dr.Thiers e D.Adélia casaram-se em 1902, ele com 28 anos e ela com 18 anos. Dessa união nasceram 4 filhos: Conceição, Homero, Patrícia e Sidéria. A última nasceu quando a família já morava em São Paulo.

1930. Casa com Oswald. Nasce Rudá de Andrade.

Pague Oswald se casaram em janeiro de 1930. Rudá nasceu em 25 de setembro de 1930. A Pagu já tinha então algumas experiências de comunismo e quem cuidou do bebê foi uma enfermeira do Hospital chamada Lúcia, que foi levada pra casa dela e virou comunista também e mais tarde ficou presa com ela. Em março de 1931 fundam o jornal tablóide "O Homem do Povo". O jornal, no qual Pagu escrevia artigos, fazia desenhos, charges e vinhetas, além de assinar a seção "A Mulher do Povo" em que criticava as feministas da elite e as classes dominantes, durou apenas oito números, tendo sua circulação sendo impedida pela polícia. A experiência no jornal O Homem do Povo rendera a Pagu a condenação de dois anos de prisão, evitados com uma fuga para a Argentina. Pagu encontrou-se com Luis Carlos Prestes, também refugiado em Buenos Aires, em 1930. “Um aspecto curioso é que nos encontramos num bar e, sem sair da mesa, conversamos durante 48 horas”, exagera Pagu. Para ela essa conversa foi decisiva. Pagu já é militante. Na volta ao Brasil,em dezembro em 1930, filia-se ao Partido Comunista.

1931. Pagu e Oswald editam o Jornal HOMEM DO POVO.

Oswald e Pagu passaram a editar o jornal O HOMEM DO POVO, a tribuna para os seus disparos irreverentes. Imprensa nanica que utilizava-se de uma linguagem ferina e bem humorada, tratando com humor e sem piedade, temas e pessoas evidentes no cenário político, religioso e social. Este pasquim teve uma vida curta, de apenas oito edições. Pagu colaborava com cartoons, tiras de humor, opinava nas revoluções gráficas e assinava a coluna A MULHER DO POVO, onde exercitava a polêmica, utilizando como pano de fundo pensamento marxista, como na 1ª edição de 17 de março de 1931, quando escreveu o artigo Maltus Além, trocadilho com Matusalém, o ancião da Bíblia e as pregações celibatárias do pastor Maltus. Pagu criticava, no artigo, o feminismo em nome do materialismo histórico e defendia a vinculação das reivindicações feministas a uma transformação global das relações sociais, já que eram as condições mentais e materiais da sociedade que vinculavam a figura da mulher a uma suposta inferioridade. A irreverência de O HOMEM DO POVO foi a responsável pelo seu próprio, fim. Oswald, ex-aluno da Escola de Direito do Largo de São Francisco, em artigo, denominou esta tradicional instituição de ensino como um “cancro que mina o nosso estado”. Após esta declaração, os estudantes empastelaram o jornal.

Em Santos, Pagu é presa pela primeira vez.

Em agosto de 1931, como militante comunista, Pagu participa do comício do Partido e dos estivadores em Santos, na Praça da República. Escolhida como principal oradora , ela é agarrada por policiais, que tentam amordaçá-la. O estivador negro Herculano de Souza vai em sua defesa, é baleadoe ela levanta do chão sua cabeça ensangüentada. Ele morre em seu colo. Pagu é presa e levada ao cárcere 3, na Praça dos Andradas, considerada a “pior cadeia do continente”, onde permanece duas semanas. Transforma-se assim na primeira mulher presa no Brasil por militância política.

O apelido Pagu foi dado por Raul Bopp,teria mostrado a Raul alguns poemas e, na mesma ocasião, o poeta sugeriu que ela adotasse um “nome de guerra” literário. Sugeriu Pagu, brincando com as sílabas do nome da escritora, que Bopp equivocadamente acreditava se chamar Patrícia Goulart.

COCO DE PAGU
(Raul Bopp)

Pagu tem os olhos moles
uns olhos de fazer doer.
Bate-coco quando passa.
Coração pega a bater.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Passa e me puxa com os olhos
provocantissimamente.
Mexe-mexe bamboleia
pra mexer com toda gente.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Toda a gente fica olhando
o seu corpinho de vai-e-vem
umbilical e molengo
de não-sei-o-que-é-que-tem.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Quero porque te quero.
Nas formas do bem-querer.
Querzinho de ficar junto
que é bom de fazer doer.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Por seu ideal político, foi presa mais de 20 vezes!

12 de dezembro de 1962. Morre Patrícia Rehder Galvão - a Pagu

“Deu-se esta semana uma baixa nas fileiras de um agrupamento de raros combatentes. Ausência desde 12 de dezembro de 1962, que pede seu registro do companheiro humilde, que assina estas linhas. Patrícia Galvão morreu neste dia de primavera, nessa quarta-feira, às 16 horas (...) Morreu aqui em Santos, a cidade que mais amava, na casa dos seus, entre a Irmã e a Mãe que a acompanhavam, naquele momento e, felizmente, em poucos minutos, apenas sufocada pelo colapso que a impedia de respirar, pela última palavra que pedia ainda liberdade, ‘desabotoa-me esta gola’”. (Geraldo Ferraz, A Tribuna, 16/12/1962).

Depoimentos sobre Pagu

"Dentro desta mulher, longe de condicionamentos e repressões estéticas, literárias, sexuais, sociais e culturais, topamos com a leveza dos traços, quase infantis, característicos de uma Arte Moderna, que retratam a sensibilidade de sua alma".

Maria Lúcia Teixeira Furlani

“Pagu foi pioneira nas ideias e na ação, transcendeu seu tempo, por ousar sofreu, sentiu ostracismo, foi perseguida, presa, torturada, não se vergou, não se entregou. Somente a doença venceu-a. A vida do espírito, porém, desconhece a morte. Fez história. É sanjoanense.”

Maria Célia Campos Marcondes.

http://www.mulheresdesaojoao.com.br/site/pagu_biografia.php - acessado 20/03/09.