Hora certa!

00:00:00

Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de janeiro de 2011


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a branca, tão pegada, aconchegada nos meus bracos, que rio e danco
e invento exclamacões alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Em 2011


Acredite em você,
acredite que tudo vale a pena,
pois,é certo que sua alma
não é pequena.
E se amares, (me desculpe Mário Quintana),
não ames baixinho.
Grites por cima dos telhados,
dos viadutos,das árvores, do mais alto prédio,
grites no coracão de seu amado,
de sua amada.
Não deixes em paz os passarinhos,
pois,
eles também gritam o amor dancando no alto do voo
para encantar a amada,
Se queres seu amado, sua amada,
não deve ser tão devagarinho
porque certo é o poeta
a vida é breve, e o amor mais breve,
ainda!
marina, 05.01.11

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O livro é a casa
onde se descansa
do mundo.
O livro é a casa
do tempo
é a casa de tudo.
Mar e rio
no mesmo fio
água doce e salgada.
O livro é onde
a gente se esconde
em gruta encantada.
Roseana Murray
(do livro Casas)

sábado, 17 de outubro de 2009

Grandes pensadores

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
Fernando Pessoa(1888-1935.
Saiba mais sobre o poeta:
Acesse:http://www.revista.agulha.nom.br/pessoa.html

"O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria.
Armazena suavidade para o amanhã".
Leonardo da Vinci(1452-1519), pintor, escultor e inventor italiano)
Quer saber mais sobre o Da Vinci?
Acesse:http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=leonardo

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Lenda oriental e análise


Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximan-do-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive neste lugar?

- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?Perguntou por sua vez o ancião.

- Oh! Um grupo de egoístas e malvadas, ­ replicou-lhe o rapaz. ­ Estou satisfeito de haver saído de lá. A isso o velho replicou:

- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive por aqui?

O velho respondeu-lhe com a mesma pergunta:

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?O rapaz respondeu:

- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras.Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:

- Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:

- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive.

Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui.

Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui.

Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si.


“O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos”; e isso, só depende de cada um.




Reflexões a partir da lenda.

Se cada um de nós encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si, no momento, preciso colocar o que trago dentro de mim. É por isso que...Não importa o lugar onde estejamos – na escola, na família, no trabalho, a mudança que tanto queremos só ocorre se estivermos dispostos a contribuir para que ela ocorra. A começar por nós. Se eu não estiver disposta, disposto a mudar-me, como ouso pensar em mudar isto ou aquilo, este ou aquele?Não adianta ficarmos buscando e lançando culpas a estes ou aqueles. O que importa é buscarmos soluções. Ações para os possíveis problemas que nos afligem.

Por que será que as pessoas veem os problemas, mas quando se pergunta por possíveis soluções, há o silêncio..., e muitas vezes, a conversa se desvia, e buscam-se outros problemas, ou “deixa pra lá?”.

A indiferença, o “deixa pra lá” é a pior praga em nosso trabalho, em nossa família, em nossa vida, na sociedade... ela nos leva a ignorar as questões mais emergentes, a nos cegarmos com o brilho da pequenez e a nos submeter ao mundo mal cheiroso do fingimento por que muitas vezes nos convém. Ou porque acreditamos que não somos ninguém. Não podemos fazer nada sozinhos. Quem sou eu?Quem vai me ouvir? Vou então seguir a “galera”.

Outra questão que se discute muito em qualquer ambiente que envolve seres humanos(aliás, muitas vezes, esquecemos que somos humanos e que outros seres humanos dependem de nós), são soluções que envolvem a coletividade.

Fala-se que o coletivo deve permear nosso ambiente de trabalho, por exemplo; entretanto, na sociedade que vivemos tal coletivo nem sempre é bem entendido. Porém, se prega o “coletivo” em tudo. Lê-se em jornais, ouve-se em rádios que o coletivo de... decidiu... é o coletivo da escola, da empresa, da família, das câmaras A e B, e por aí vai...

Enfim, questiono esse “coletivo” porque o coletivo na maioria das vezes representa alguns, visto que, em qualquer reunião coletiva, já se afirma que a maioria vence, mas e quanto à minoria não concordante? Então, o que é mesmo o coletivo? Será que existe, realmente nas principais decisões?

Por outro lado, as pessoas não devem deixar-se conduzir e submeter-se a indiferença quando a situação exige posicionamento em decisões. O silêncio sempre representa concordância. Reclamar depois, nada adianta já que as decisões foram tomadas. Na verdade o que precisamos é aprender a fazer valer nosso posicionamento. Aprender a argumentar, e quem sabe mudar o que diz a lenda “cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive”. Entender também “que há respostas (...) diferentes para a mesma pergunta”. Enfim, “se cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si”, é possível que se continuarmos nesse determinismo, poucos avançarão nos caminhos relevantes das buscas de se tornarem seres humanos melhores com possibilidades de ultrapassar seus limites e buscar no outro o que traz dentro de si.

Mas essa é outra questão filosófica... para mais uma lenda.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lenda Chinesa

O HOMEM DE MEIA-IDADE
Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
- Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quando foi visitar a esposa mais velha, esta lhe disse, por sua vez:
-Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o abandonaram.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Passos para ler as obras literárias exigidas no Vestibular

Crônica.

Passos, caminhos para...

E se não bastasse...

Lá vem o acordo ortográfico...

E de repente, mais que não tão de repente, ELE, também o vestiba chegou.

E agora? O que faço com tantos livros para ler?

E essa tal mudança ortográfica?

Conselho.

- Não se desespere.

Organize-se!

Leia!

Corra atrás do prejuízo, (se for seu caso).

Caso contrário...

1) Separe as obras que você leu e já conhece; isso facilita sua localização na literatura para identificar os diversos segmentos.
2) Se houver solicitação de leitura de Antologias poéticas, elas serão companheiras inseparáveis. Onde você estiver (transporte escolar, saguão da escola, da rodoviária, do aeroporto, seu quarto etc., leia um poema. Entretanto, nada de fanatismo! Carpem Die, Carpem Die! Carpem Die!!!
3) Não se torne inimigo do pobre poeta. Ele não tem culpa. Maioria já morreu (há tempos, depois de tempos).
4) Entretanto, se o condenou à guilhotina de versos onde os reversos dos alunos na prova das improváveis questões irão condená-los a interpretações vãs. Porém...
5) obras mais densa exigem local apropriado para leitura. O que se entende por “obras mais densa”?
6) Lá vem meu sentido (eu) antropofágico, vontade de devorar. Todavia,
Poemas também. Principalmente se você não tem muito contato com eles.
Entretanto, nem poemas, nem prosa deve ser leitura que geram tortura e desespero.
7) Quanto aos textos em prosa, inicie por aqueles mais fáceis, isto é, (se souber quais são os mais fáceis). Para isso, você precisa ter conhecimento de literatura. Caso contrário, recorra as suas experiências de leitura.
8) Se você, apesar de todas as orientações sobre leitura, ignorou as solicitações da Profª. de Português, “atazanou” a paciência dela, não leu nenhum romance, poemas, nem pensar! Então, apele por leitura de resumos, mas busque o maior número de informações sobre o enredo dos livros solicitados. Não garanto que você consiga com essa leitura responder as questões propostas, mas é uma tentativa. Certeza, certeza... quem as tem, em qualquer situação, não é mesmo? Só no momento da prova.
9) Informações superrelevantes: “A literatura brasileira é variada em estilos e tendências.”
10) Diante da afirmação da questão 9, e quanto a nova ortografia, assinale a alternativa correta(...)

sábado, 21 de março de 2009

CRÔNICA - O PERU DE NATAL

Lá se vai mais um ano. Quem anuncia o novo ano é o Peru de Natal que morreu degolado, estrebuchado; congelado, descongelado e, finalmente recheado das mais diversas maneiras nas mesas natalinas. Nem vamos falar do preço! Afinal, Natal, é prenúncio de novo ano, e a figura principal é Jesus. E por Ele vamos à missa do galo.

Peru faz parte da festa natalina. Mas foi importado das ceias de natal portuguesas.
As aves de Natal são o peru e o galo. Por que recheamos peru (carne nobre) no Natal e, por que missa do Galo? Acredite nada tem a ver com a terra “brasilis”.
Há vários mitos. Peru tem a ver com Ação de Graças americano. Cristóvão Colombo quando chegou à América ficou tão fascinado com o sabor do peru e com a rapidez de seu crescimento que o trouxe para a Europa. Os faisões, cisnes e gansos, que eram servidos na Europa em grandes banquetes, rapidamente foram substituídos pelo peru americano. Assim aparece o peru na ceia de natal portuguesa. Já o galo acredita-se anuncia o fim de uma noite de trevas e o começo do nascimento de Jesus. Segundo a lenda, em Roma, ano 400, um galo cantou à meia-noite do dia que Jesus nasceu. Ora, os galos cantam ao amanhecer... Então, criou-se o hábito de levar um galo à missa da meia-noite de 24 de dezembro para que ele cantasse ( co, co, riiii, coooo)! Daí a tradição da missa do galo. Entende-se o porquê de ninguém comer galo... nem galinha na noite de Natal.!Também nunca vi um galo ser levado à missa do galo! (Donde se vê que as tradições, se perdem no tempo)... E o pobre peru sofre a consequência da história na mesa de Natal.

Todo ano fico insegura ao colocá-lo no forno. Olho aquela pobre ave, sem saber muito que fazer para torná-la mais apetitosa, apesar das dicas do fabricante.
Navego pela internet em busca do peru mais saboroso. É tanta receita que fico com medo de arriscar. Analiso as sugestões, geralmente, os ingredientes estão além da minha região e aquém do meu poder aquisitivo. Debruço-me na minha receita tradicional, pois, ao longo dos natais, aprendi as receitas que agradam à família.
Uma leitura daqui, uma pitada dali, acaba incrementando o tal peru. Lá vai ele para o forno, em papel de alumínio.
O cheirinho de carne assada aos poucos aguça a gula. (Bom, muito bom, sinal de que a ave promete).

E de repente... o gás, ... pufff..! - Oh, Deus, logo agora, o que acontecerá com o peru de Natal? Por que gás se esvai sempre no momento menos oportuno?
- Pai, depressa, o gás, terminou! O peru vai encruar, grito desesperada!...
Papai desce as escadas correndo pra garagem. Ufa!... E sobe com outro botijão!
O fogo volta e continuo desconfiada de que o peru está prejudicado...
Não quero fazer feio na noite de Natal! Mesa recheada de iguarias e enfeites. Abro o forno, desconfiada, afasto o papel laminado, jogo o caldo sobre o peru conforme instruções; sapeco minhas mãos; queimo os dedos, sapeco aqui, sapeco ali...
Lembro-me - dias atrás li numa reportagem que cozinhar deixa marcas... E o prazer do cozinheiro é ostentar as marcas como troféu!...Aiiiii!
Enquanto isso... Corro pra lá e pra cá buscando dar à mesa natalina um toque especial. O pessoal que espera o peru joga conversa fora frente à televisão, os mais novos enfrentam seu narcisismo no espelho brincando de ficar elegantes, uns poucos foram à missa do galo. Crianças correm e gritam por aqui e ali, beliscam furtivamente. Que cheirinho bom, tia! Tilintar de telefones. Músicas de Natal, luzes coloridas enfeitam a casa, risos, perfumes no ar. Vida. Família. União. Esperança. Solidariedade. Respeito. Força de vontade. Sonhos. Sorrisos. Lágrimas. Saúde. Nossa profissão. Amor aos pais pratos servido à mesa com toalha decorada. Motivos natalinos. Velas, pratos, copos e talheres para esse momento tão sublime!
Abro a tampa do forno na minha solidão de cozinheira. Bocejo. Ufa! Que cansaço! Apesar do apagão momentâneo o peru promete...
Cheirinho divino e até “pecaminoso” de carne tenra toma conta de toda casa. Dou-lhe novamente banho de calda que escorre entre o papel laminado. E “queima” contra o calor do forno. Ninguém agüenta o cheirinho do peru. E aos poucos correm à mesa, sentam-se. Calma pessoal! Ajudem-me a tirá-lo do forno. Mãos não faltam. As minhas, sapecadas, ficam de lado. E a mesa sublime está composta com os apóstolos da minha família e de tantas outras famílias. Obrigada, Senhor! Rezamos de mãos dadas.
Brindamos a nova vida. E a vida em família. E a outros tantos natais.

Prof.ª Marina Nicéia Cunha
Língua Portuguesa e Literatura
Colégio Estadual de Marmeleiro

Crônica publicada no Jornal de Beltrão em 2008.

Respeite os direitos autorais.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Carta a Mário de Sá-Carneiro

Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.

No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do "Marinheiro" ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.

Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no "Livro do Desassossego". Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.

As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.

Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.

De que cor será sentir?

Milhares de abraços do seu, sempre muito seu,

http://www.fernandopessoa.prosaeverso.net/blog.php?modelo=17 -acessado 20/03/09