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segunda-feira, 9 de março de 2009

Poema Poesia





Versos, apenas versos.


Sinto o choro de minha
poesia... Sinto-me morrer
em prados,
descampados...
por invernos de sonhos loucos
e aos poucos,

marco-me,
tatooo-me mulher,
poeta.

Desnudo corpo e alma.

Sinto o peso,
da falsa poesia,
das sombras que desmerecem,
as rimas,
presas na garganta
que,
rejeitam a insensatez
de versinhos isolados e problemáticos,
espantados, mudos,
da palavra escrita.

Minha poesia
Versos,
meio reverso,
prazer, dor, paixão, emoção.

O detrás da página, o segredo, o nada
O nada que é tudo,
O tudo que é nada,
O amor, o sentimento
pela palavra...

Minha poesia
é sangue da terra,
rebeldia, liberdade,
exagero,
Sol
quebra,
parafernália,
prosas diversas,
relíquias de armário
- Sonhos -
no meio do Caminho,
cruz e forca,
pedaços
- desassossego –

Mulher e homem,
Fogo e paixão!
Bebê recém-nascido,
cheiro de amor:
poesia
gordinha menina
rosada
danadinha!

Assalto,
Loucura,
Poesia.
Momentos... palavras, apenas ...palavras!
Talvez, soltas no tempo.
Buscando sentido...simplicidade...
- Sei lá!
- Tem poesia
no Poema?

Marina
Marmeleiro, 09/03/09.

sábado, 7 de março de 2009

Dia da Mulher




O que é Ser Mulher?
Não sei.
O que sei é que sou Mulher!
Mulher que acredita no poder de ser mulher.
Já fui criança, adolescente, menina-moça,
Moça,e finalmente, Mulher!?!

Sempre fui Mulher pra além de qualquer estado físico,
mas disseram-me que devia ser Mulher no corpo - físico.
Principe encantado? Amado amante? Sonhos? Ilusões?!
E me fiz Mulher! Me fizeram mulher,
nos sonhos, nas ilusões...

Sou Mulher no meu trabalho,
Nos meus ideais e ideias,
Na compreensão do Ser e Viver naquilo que acredito,
quando digo Não!Não e Não!

Sou Mulher todo dia e toda noite,
Sou Mulher porque acredito
em minhas possibilidades
de vencer,
não me submeto,
luto por um mundo melhor,
por mim,
luto e debato-me,
debato-me e luto

Sou mulher e pronto.
É preciso dizer mais?

Marina
07 de março de 2009.

domingo, 1 de março de 2009

Atualize-se! Acordo Ortográfico.

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Por: Marília Mendes

Alfabeto
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O alfabeto é agora formado por 26
letras
O "k", "w" e "y" não eram
consideradas letras do nosso alfabeto.
Essas letras serão usadas em siglas,
símbolos, nomes próprios, palavras
estrangeiras e seus derivados.
Exemplos: km, watt, Byron,
byroniano

Trema
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não existe mais o trema em língua
portuguesa. Apenas em casos de
nomes próprios e seus derivados,
por exemplo: Müller, mülleriano
agüentar, conseqüência, cinqüenta,
qüinqüênio, frqüência, freqüente,
eloqüência, eloqüente, argüição,
delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
aguentar, consequência, cinquenta,
quinquênio, frequência, frequente,
eloquência, eloquente, arguição,
delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

Acentuação
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Ditongos abertos (ei, oi) não são
mais acentuados em palavras
paroxítonas
assembléia, platéia, idéia, colméia,
boléia, panacéia, Coréia, hebréia,
bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico,
paranóico
assembleia, plateia, ideia, colmeia,
boleia, panaceia, Coreia, hebreia,
boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico,
paranoico
obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis,
papéis.
obs2: o acento no ditongo aberto "eu" continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hiato "oo" não é mais acentuado enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo,
abençôo, povôo
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo,
abençoo, povoo
O hiato "ee" não é mais acentuado crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem,
relêem, revêem
creem, deem, leem, veem,
descreem, releem, reveem
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não existe mais o acento
diferencial em palavras
homógrafas
pára (verbo), péla (substantivo e
verbo), pêlo (substantivo), pêra
(substantivo), péra
(substantivo), pólo (substantivo)
para (verbo), pela (substantivo e
verbo), pelo (substantivo), pera
(substantivo), pera (substantivo), polo
(substantivo)
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo "poder" (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo -
"pôde") e no verbo "pôr" para diferenciar da preposição "por"
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não se acentua mais a letra "u"
nas formas verbais rizotônicas,
quando precedido de "g" ou "q" e
antes de "e" ou "i" (gue, que, gui,
qui)
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe,
enxagúemos, obliqúe
argui, apazigue,averigue, enxague,
ensaguemos, oblique
Não se acentua mais "i" e "u"
tônicos em paroxítonas quando
precedidos de ditongo
baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha,
feiúra, feiúme
baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha,
feiura, feiume

Hífen
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hífen não é mais utilizado em
palavras formadas de prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em
vogal + palavras iniciadas por "r"
ou "s", sendo que essas devem
ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato,
anti-social, anti-rugas, arquiromântico,
arqui-rivalidae, autoregulamentação,
auto-sugestão,
contra-senso, contra-regra, contrasenha,
extra-regimento, extra-sístole,
extra-seco, infra-som, ultra-sonografia,
semi-real, semi-sintético, supra-renal,
supra-sensível
antessala, antessacristia,
autorretrato, antissocial, antirrugas,
arquirromântico, arquirrivalidade,
autorregulamentação, contrassenha,
extrarregimento, extrassístole,
extrasseco, infrassom, inrarrenal,
ultrarromântico, ultrassonografia,
suprarrenal, suprassensível
obs: em prefixos terminados por "r", permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra:
hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, superrealista,
super-resistente etc.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
O hífen não é mais utilizado em
palavras formadas de prefixos (ou
falsos prefixos) terminados em
vogal + palavras iniciadas por
outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, autoaprendizagem,
auto-escola, autoestrada,
auto-instrução, contraexemplo,
contra-indicação, contraordem,
extra-escolar, extra-oficial,
infra-estrutura, intra-ocular, intrauterino,
neo-expressionista, neoimperialista,
semi-aberto, semi-árido,
semi-automático, semi-embriagado,
semi-obscuridade, supra-ocular, ultraelevado
autoafirmação, autoajuda,
autoaprendizabem, autoescola,
autoestrada, autoinstrução,
contraexemplo, contraindicação,
contraordem, extraescolar,
extraoficial, infraestrutura, intraocular,
intrauterino, neoexpressionista,
neoimperialista, semiaberto,
semiautomático, semiárido,
semiembriagado, semiobscuridade,
supraocular, ultraelevado.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano,
socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por "h": anti-herói, anti-higiênico, extrahumano,
semi-herbáceo etc.

Nova Regra Regra Antiga Como Será
Agora utiliza-se hífen quando a
palavra é formada por um prefixo
(ou falso prefixo) terminado em
vogal + palavra iniciada pela
mesma vogal.
antiibérico, antiinflamatório,
antiinflacionário, antiimperialista,
arquiinimigo, arquiirmandade,
microondas, microônibus,
microorgânico
anti-ibérico, anti-inflamatório, antiinflacionário,
anti-imperialista, arquiinimigo,
arqui-irmandade, microondas,
micro-ônibus, micro-orgânico
obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal
diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
obs2: uma exceção é o prefixo "co". Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal "o", NÃO utliza-se hífen.
Nova Regra Regra Antiga Como Será
Não usamos mais hífen em
compostos que, pelo uso, perdeuse
a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, páraquedista,
pára-lama, pára-brisa, párachoque,
pára-vento
mandachuva, paraquedas,
paraquedista, paralama, parabrisa,
pára-choque, paravento
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui
unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira,
tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

Observações Gerais
O uso do hífen permanece Exemplos
Em palavras formadas por prefixos
"ex", "vice", "soto" ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
Em palavras formadas por prefixos
"circum" e "pan" + palavras
iniciadas em vogal, M ou N
pan-americano, circum-navegação
Em palavras formadas com
prefixos "pré", "pró" e "pós" +
palavras que tem significado
próprio
pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
Em palavras formadas pelas
palavras "além", "aquém", "recém",
"sem"
além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados,
sem-número, sem-teto

Não existe mais hífen Exemplos Exceções
Em locuções de qualquer tipo
(substantivas, adjetivas,
pronominais, verbais, adverbiais,
prepositivas ou conjuncionais)
cão de guarda, fim de semana, café
com leite, pão de mel, sala de jantar,
cartão de visita, cor de vinho, à
vontade, abaixo de, acerca de etc.
água-de-colônia, arco-da-velha, corde-
rosa, mais-que-perfeito, pé-demeia,
ao-deus-dará, à queima-roupa

http://portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/acordosortograficos.pdf
Portal: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br - acessado: 1/03/09

Para pensar!...

Uma questão de pontuação

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não o meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa para sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a diferença.
Autor desconhecido.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O PORTUGUÊS VAI BEM OU MAL?

As publicações na imprensa dos erros gramaticais crassos e até os “non sense”, que aparecem nas redações dos vestibulares, ENEM e outros se tornam uma “praga”, pois o único objetivo é por em dúvida a competência linguística ensinada na escola.
Fala e escrita não são a mesma coisa. Não temos a menor dificuldade para conversar e nos entender. Entretanto, na escrita temos de observar o funcionamento da língua padrão e ter em vista a finalidade do texto ou discurso e o fato do nosso interlocutor não estar presente.
A dificuldade de as pessoas redigirem textos claros, concisos, bem estruturados, correto emprego das palavras e pontuação, frases coesas e coerência em relação ao texto, provém da falta de prática da LEITURA, tanto literária como informativa. Sem contar o pouco hábito de escrever. Tal capacidade é fundamental para que possamos testar nossos conhecimentos e adentrarmos num mundo de desafios linha a linha.
A escola é o local onde os alunos devem desenvolver a competência lingüística, a formação para um bom leitor, aprender argumentos de defesa e opiniões, as entrelinhas, interpretar um texto e vencer os desafios da leitura e da escrita. Porém, a estatística de avaliação que mede o ensino SAEB, Prova Brasil, ENEM mostram o contrário. E nem é preciso, pois constatamos as deficiências diariamente de diversas formas. E elas nos apavoram! O que acontece com a escola que não consegue ensinar conhecimentos básicos de leitura e escrita, as operações fundamentais, a interpretação e compreensão de um texto?
Se a escola é responsável pelo ensinamento da boa escrita em um mundo que gera mais informação e necessita de pessoas com capacidade verbal escrita ou oral para o mercado de trabalho totalmente competitivo – o que podemos fazer para mudar o que está errado?
O fato é que a escola está submetida às contingências que a submetem as precariedades do ensinar.
Mostrar estatísticas da não aprendizagem é uma forma de levantar os problemas que já sabemos e repassar sempre para a escola a solução. Aceitamos. Todavia, as possíveis soluções se tornarão viáveis quando houver clareza por parte dos governos de não jogar apenas para a escola os índices de fracasso – a escola fracassou, os governos fracassaram, a sociedade fracassou.
Para além de qualquer política governamental, nós, professores, somos a alma da escola. Escolhemos ser professores. Portanto, honremos esse nome.
Os “erros” dos alunos atingem todo professor competente. E não é fácil aceitar as médias que demonstram que falhamos em algum ponto.
Não é abolindo parcas regras na reforma ortográfica (há tempos já não existem para os escreventes em alguns casos), que resolveremos o sério problema que envolve a aprendizagem da escrita e da leitura. Assim como não é o número de livros numa biblioteca que garantem leitores. São caminhos que estamos aprendendo percorrer.
Retornando ao título – o Português vai bem. Quem não vai bem são seus usuários.
E não confunda português com gramática.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Sonhos

Meu compromisso é com o amanhã
porque o amanhã é hoje
O hoje me dá a esperança
esperança de crescer, de fazer acontecer...

Fazer acontecer é ter sonhos inventados
ilusões exageradas
paixões encantadas!

Sonhar...
lançar nossas redes ao mar desconhecido...
para o futuro ...
fazer da palavra ação de amor
de liberdade
de justiça
de descoberta!
Amor por você
pela vida
pela construção livre
pelo sonho da transformação
pelo olhar...
da tessitura do educar
hoje e o amanhã na rede da imaginação
rede em que nos construímos
e somos construção
dividimos intenções
multiplicamos descobertas
realizamos mobilizações.

Há de se dizer
que a vida
é uma eterna busca
busca de significados
para sonhos ao amanhecer
no ontem, no hoje, no amanhã
basta querer...
e na teia não se prender.

Basta
Pintar a palavra com poesia
A poesia com o sonho
O sonho com alegria.
Basta acreditar que você
pode mudar e mudar-se
Sonhar
para não se perder
Se você se perder
Como o sonho poderá realizar?
Marina - abril de 2006.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009



"Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação.
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças. Conseguiu quebrar o gelo e salvar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você fez isso? É impossível que tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãozinhas tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Como?
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não poderia fazer".