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quinta-feira, 6 de março de 2014

Sujeitos que aprendem e ensinam na escola

 QUEM SÃO OS SUJEITOS QUE APRENDEM E ENSINAM NAS ESCOLAS?

Professora: Marina Niceia Cunha
Professora Pedagoga
Colégio Estadual de Marmeleiro-Ensino Fundamental e Médio

Análise Sintática dos Sujeitos na Escola

 “Então, escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu.” Clarice Lispector

O Sujeito na escola pode ser SIMPLES na sua forma de ser, agir, pensar, aprender ou ensinar. Introspectivo. Às vezes, sente-se, sozinho, deixado de lado, incompreendido e incompleto, em relação a outros sujeitos. Sua forma de agir termina por isolá-lo em suas ações. Mas, agregando-o ao coletivo, talvez, seja capaz de envolver-se e relacionar-se com os demais.
“Eu quero desaprender para aprender de novo.
Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos”. Rubem Alves
Já o Sujeito COMPOSTO está sempre se dividindo em vários núcleos. Quanto mais, melhor. Quer desatar os “nós”. Estabelecer relações entre os demais componentes presentes na situação. Liga sua ação à busca de resultados coletivos. Socializa. Instiga. Envolve-se. Apropria-se. Articula. Busca resultados. Mas traz complicações. Quer respostas. “Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.” Paulo Freire
E o Sujeito OCULTO aparentemente sem ação?
 Causador de acirradas discussões. No meio de outros sujeitos está ali esperando ser descoberto e tornar-se mais presente, embora se embaralhe, complique. Apesar de tudo, podemos percebê-lo em sua dimensão: “Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.” João Guimarães Rosa.
 E o tal de Sujeito INDETERMINADO, então?
 Mais uma vez estamos diante de um sujeito que também não aparece de forma clara.  Comenta-se que ele somente se relaciona em momentos específicos com os outros sujeitos. Disseram-me que é o tipo de sujeito que se compromete com esta ou aquela ação de acordo com sua própria forma de pensar.
E há o considerado Sujeito INEXISTENTE.
  É aquele sujeito que não faz referência e não se relaciona com nenhum outro sujeito. A nenhuma ação. Está alheio. Porém, ele se acerca de várias alternativas para acabar com sua inexistência. Troveja e relampeja a toda hora. Nem sempre entende a ideia de mudanças e a noção de um tempo que já se passou. Fica preso entre as ideias do passado e a luta persistente das vozes do lamento.
 “Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu
contei. E nem a mim mesma. Sou
um segredo fechado a sete chaves.
Por favor, me poupem”. Clarice Lispector


 Texto produzido de forma metafórica a partir dos estudos  Como reconhecer e considerar os sujeitos da escola? Semana Pedagógica 2014. SEED.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Natal!









Nas pequenas criaturas Deus sempre se manifesta.
Nos pequenos gestos de amor, manifesta-se o amor de Deus
Porque Ele está presente em nossas vidas.
O amor de Deus nos conduz diariamente em sala de aula, pois Jesus é o nosso Mestre.
E sem os seus ensinamentos, nenhum conhecimento dá conta de qualquer aprendizagem que se queira ensinar.
Feliz Natal!


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Flores de Deus

                            Deus obrigada pela beleza da flor que abençoa minhas mãos.

Minha vida é cálice vazio.
Mas me sinto abençoada pela beleza das flores
que enfeitam meu jardim.

Sou flor de Deus
Por isso amo as flores que enfeitam meu paraíso
O paraíso de Deus
Porque  Ele está em mim.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A LEITURA É ESSENCIAL PARA APRENDIZAGEM DE GRAMÁTICA?

Artigo


Marina Niceia Cunha
Professora de Língua Portuguesa e Pedagoga
Colégio Estadual de Marmeleiro

            Para escrever bem, é preciso ler. É a leitura que amplia o vocabulário e a possibilidade de formatar as ideias num texto.
            É a leitura que põem em prática os conceitos da gramática. Para alguns, a aprendizagem de regras gramaticais é que ensinam a escrever. De fato, as regras gramaticais auxiliam a escrita, mas importante mesmo é contextualizar tais regras às práticas de produções textuais para que se evitem os inúmeros erros ao utilizá-las no texto escrito.
            De acordo com Leonardo Nóbrega, professor e escritor “Ler é fundamental para escrever. Se não ler, não vai ter conhecimento, bagagem suficiente, reconhecimento das palavras, ideias”.  A opinião é compartilhada por Fernanda Bérgamo, professora de redação, que faz algumas ressalvas. “Para escrever, é preciso ler muito, de tudo. Mas, se o foco é a redação do vestibular, de concursos, não é a melhor ideia apostar nos best sellers e nos livros de autoajuda, que nos dão prazer, até contribuem para dar fluência à língua, mas têm linguagem informal. É preciso ler outras coisas”.
            Fernanda Bérgamo afirma ainda que “A leitura propicia uma aula gramatical de graça”.
Através da leitura podem-se evitar escritas como: “Oje haverá curto”, “ Ela está meia triste”, “menas coisas vose terá”, “lave seu caro até as 8 hrs da noite”, “Apartir de amanhã, novo horário, etc.
Quem lê recebe as informações gramaticais de forma mais consistentes para colocá-las em prática. Consequentemente, a partir dessa prática haverá melhorias na linguagem formal. Também não é possível ter opinião, se não se deparar com fatos.
Para se escrever com propriedade, se faz necessário a leitura de autores que se preocupam com a linguagem formal e possuem nível linguístico apurado. E ainda a leitura de jornais e revistas de qualidade, pois forma opinião e capacidade argumentativa.
 Além do mais, a prática da leitura desenvolve níveis de autonomia, reflexão e criticidade e o amadurecimento da escrita. Ambas estão interligadas e não devem ser pretexto para o ensino da gramática.
Então, para estudantes, é importante ler livros de qualidade, da clássica literatura brasileira, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Luís Fernando Veríssimo, entre outros. Esses autores são dicas de leitura para quem quer produzir bons textos e aprofundar o conhecimento da gramática.  Apontar fontes fidedignas, certamente, vai enriquecer a aprendizagem e a nota, porque são resultados da maturidade do leitor que produziu o texto, salienta, ainda, Fernanda Bérgamo.  Esta é uma das formas de contribuir para o ensino formal da língua e o professor é o grande colaborador.

Artigo publicado no Jornal de Beltrão, domingo, 03 de novembro de 2013.



sábado, 2 de novembro de 2013

Os que deixaram esta vida


Chorei pelos que abandonaram esta existência
Não interessa em qual momento e circunstância
Chorei por aqueles que não se despediram.
Frente a cruz pedi:
O que faço, Jesus e Maria,  pelos que já não estão junto a mim?
À espera de uma resposta dedico minha poesia de Amor.





O poder de Deus

Pensei em escrever versos
Mas frente a beleza da rosa
Emudeci
No Deus da sabedoria e beleza das flores do me jardim.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A velha


Sou uma velha senhora
E tenho bons modos
Ando vagarosamente
E nunca incomodo
Planto meu jardim
De rosas vermelhas
Beijo meus pássaros
E a terra onde nasci
Sou eles e eles são eu.

Cubro-me de ternura
Guardo na alma o cântico do amor
Sinto-me apenas uma certeza
Da vida poderosa no caminho dos ventos
Onde o pensamento vale os roseirais
e o voo dos pássaros
do sonho e da vida que vivi.

Aprendiz dos meus próprios cantos
Poetizo os inéditos langores
- dos versos que escrevi.
Poetizo a memória do tempo no tempo
À medida que o meu tempo se desgasta
Abençôo uma saudade antiga
Resguardada na criança que secretamente
 - escreve em mim.

Permaneço nos versos
Canto as ausências
As rimas desatentas
Do amor antigo
O desvario dos amantes
As quimeras da adolescência
O olhar do menino e da menina
Presos em si.

Sou uma velha senhora.
Que escreve e que planta sonhos
Que acredita nos pássaros e nas flores
E no ser já não tão humano
Perdido neste mundo de coisas duras
E sem solução.

Sou a velha senhora:
Poesia
Você pode acreditar em mim.

E em todos os sonhos e quimeras
Do tempo que vivi e você prendeu-se em mim
Em versos e rimas de poesia
Que escrevi no coração do amor e dos versos
Para a mulher.
Eu sou a poesia
Velha
Que sempre se remoça
Em cantos, nos versos sem rimas
Apenas versos de amor à flor da fina poesia

Eu sou a Lua.