Quem sou eu
- Marina
- Marmeleiro, Sudoeste do Paraná, Brazil
- Profª de Língua Portuguesa e Pedagoga no Colégio Estadual de Marmeleiro onde construí parte da minha história. E porque sou alma de espírito livre que caminha nesse mundo em busca da essência que me apraz a liberdade, amo e escrevo poesias porque: Às vezes pinto-me nuvem, outras, estrela. Às vezes vida e flores Só pra te amar. Amo e adoro amar o amor. Sou mulher. Sou paixão. Sou Poesia. Sou poeta da poesia. E sou professora.
Hora certa!
00:00:00
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O jardim silencioso
Gosto de saber
que a vida está lá fora
nos pássaros,
nas flores,
nas folhas das árvores do meu quintal
no céu
nas estrelas
no horizonte que da brilho à vida
que me ensina a amar nessa viagem.
Gosto de saber que
na terra molhada
do meu jardim
crescem rosas e jasmins
romãs e dálias
hortências e camélias
beijos e espinhos de Cristo...
insetos e minhocas
saudando a vida.
Ah! como sou feliz
nas terras do meu jardim
enquanto sonho presa nesse quarto
abaixo do solo vermelho desse imenso mundo silencioso e aconchegante
que é meu jardim.
Filosofando Sobre a Vida em 1ª Pessoa
Passagem que vai
Passagem que vem
É a vida da gente
numa eterna viagem.
Às vezes, as andanças são interrompidas
num momento qualquer.
E nesse instante paro para refletir
sobre o sentido da vida.
E quanto mais penso, menos entendendo
esse sopro que me ensina certas verdades
caladas
no coração.
Há dias que vago entre o “ser ou não ser”,
embora seja exatamente a questão:- o aprendizado da vida,
- esta passagem que vai e vem.
As longas horas, algumas, inevitavelmente,
Mortas, me atordoam
perpassam pelo curso Incerto...
Perdido,
ora porque não aprendi a viver,
ora porque vivi demais,
Atropeladamente,
ou, porque, de repente, não vivi o que deveria aprender.
Mas meu Pequeno Príncipe me ensinou que
“Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.
De certa forma, se a alma não é pequena
é possível, filosoficamente,
que tudo na vida tem sentido para existir,
Inclusive a minha alma e vida.
Se a existência entre o nascer e o quedar do sol poente
de nossas vidas, dá-se estritamente entre o real e o imaginário –
- na minha forma de conceber a Poesia da vida.
Quero entre um, mas e outro, amar e muito viver,
pois o fim desse processo – é a aprendizagem
nesta passagem que vai e vem
e nela está minha alma e porque existo.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A TI, HELENA, MINHA HOMENAGEM
12 DE OUTUBRO 2012
Centenário
Aquarela
Sol de primavera.
Céu azul, jardim em flor.
Riso de crianças.
Na pauta de fios elétricos,
uma escala de andorinhas.
Sem aviso
Sem aviso,
O vento vira
Uma página da vida.
Sabedoria
Tudo o tempo leva.
A própria vida não dura.
Com sabedoria,
colhe a alegria de agora
para a saudade futura.
Viagem no Espelho
Helena Kolody
Fotos: Marina
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Minha Poesia
Às vezes não
tenho palavras
nem inspiração
nem por isso
deixo de ver
e escrever Poesia
na imagem do dia
a dia.
As palavras em
certos momentos
parecem vãs
mas há aqueles
que a utilizam no silêncio
para
transformá-la em canção.
Se não tenho
palavras
brinco com letras
até a inspiração chegar.
Jogo letras daqui,
salta uma sílaba
de lá,
c
a
i
uma
palavra
pra
cá.
E não é que a
danada inspiração
Seja ela em forma
de coração
Amor ou paixão
Brinca nos versos
com as palavras
que nunca sonhei
escrever.
E meus versos
ganham o mundo que guardei para ti.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Terras sem fronteiras,
fronteira do Sudoeste
assim ouvi falar.
Pequenina nos meus cinco anos
cá vim parar - na terra de “gringos”
chamados italianos
apreciadores de polenta degustada com leite
de radiche do mato catado pelas mãos
das crianças a brincar quando ainda a Natureza
não era explorada...
e sobrava mato pra todo lado...
Crianças buscavam entre sombras das samambaias
os radiches verdinhos
sabor único que marcou minha infância...
O cheiro da polenta na chapa do fogão
da boa vizinha italiana
O gosto dos prazeres oferecidos pela terra
poeirenta que afundava-me os pés nos sonhos
esconderam-me o medo na pequenina casa
chamuscada pelo fogo dos tais revoltosos.
Lá em Pranchita o medo imperava.
E pela fome de pão chorava as pequenas almas.
O que restava, então?...
O contrabando.
No lombo de um burro, alguns homens atravessavam, cautelosamente, as águas da divisão e trazia-se a “harina” pra fazer o pão pros meninos que choravam,
sem entender a guerra e a solidão.
No fundo da casa chamuscada - um poço!
Pras crianças sem medo
debruçarem-se, perigosamente,
e gritarem – Papai, onde está você?!...
Silêncio.
Poço das almas nobres!?...
Da água escura lá no fundo
que saciava os sonhos e os gritos d’alma
- Pai, papai, papaiii!...
Espingardas, fuzis, mosquetões.
Armas afogueadas que, pipocava sangue
na luta contra a jagunçada.
Papai, soldado, inocente,
sem saber que revolta era essa
de Curitiba aqui veio pra ficar.
Armas ombro
E na bagagem a família pra sustentar.
Fincou os pés neste chão
honrando a profissão.
A luta pela terra
no Sudoeste se fez
dor,
morte,
assassinatos, tudo duma vez.
O rico solo, vermelho se transformou
pelo sangue dos mortos e mutilados,
ela regou.
Hoje no Sudoeste
já não reina o terror
do tempo da jagunceira
E da falta de amor.
Quando o que valia era a cartucheira
por detrás da trincheira
molhando a terra na sangueira
na chacina carnificeira
dos bandidos sem carreira
cuja lei era espalhar o pavor!
Desalmados pistoleiros que
amedrontavam posseiros
sem piedade nem dó.
Sua lei era à bala
emboscados na vala
planejavam sepulturas
dos que lutavam com bravura
em defesa da terra.
Nessa desvairada luta
Posseiros,
Jagunços,
Milícia,
Forasteiros,
Construíram sua história
a história de um povo
que o Sudoeste transformou.
Assinar:
Postagens (Atom)










