Ah, amor, nesse mundo sem fim
não há como esquecer-te,
não há como deixar de lado nossos momentos de asas azuis e melodias fluídas
esquecidos numa gaveta empoeirada
prostados numa caixa decorada.
Ah, amor, como pode nosso amor, tornar-se
momentos encarcerados, aprisionando os sonhos sonhados, perdidos
levados pelo barco ao vento do mar revolto da ilusão?
que se foi...
Ah, amor- vês?! foi embora a nossa fascinação,
foi embora o nosso tempo...
Só restou a doce saudade trocada por outros momentos.
Só restou a eternidade porque nela aprendi a amar o amor
nos surtos de tão grande paixão.