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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Ao meu amor



Ah, amor, nesse mundo sem fim
não há como esquecer-te,
não há como deixar de lado nossos momentos de asas azuis e melodias fluídas
esquecidos numa gaveta empoeirada
prostados numa caixa decorada.

Ah, amor, como pode nosso amor, tornar-se
momentos encarcerados, aprisionando os sonhos sonhados,  perdidos
levados pelo barco ao vento do mar revolto da ilusão?
que se foi...

Ah, amor-  vês?! foi embora a nossa fascinação,
foi embora o nosso tempo...
Só restou a doce saudade trocada por outros momentos.
Só restou a eternidade porque nela aprendi a amar o amor
nos surtos de tão grande paixão.



Quando o dia se finda
fundem-se Almas cansadas dos murmúrios e borburinhos,
 emaranhados
das verdades e mentiras das Palavras que correm por falta de lucidez.

As mãos férteis da Noite acariciam a febre da quentura do Sol,
que leva embora as confidências estremecidas.
Abre-se majestosa a noite:
dos sonhos, do amor, do sono, do sexo, da languidez,
dos cães à espreita da caça...

As mãos atiram-se pela noite  das Almas
à espera
de novos Espelhos brilhantes para o Dia que amanhece já febril
por debaixo da fina chuva que
c
a
i.

Marmeleiro, 11.06.15

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não sei

Não sei mesmo
se a vida é poesia.
Se a palavra sofre por si só
pela falta de sabedoria.

O que sei - que a palavra está por aí, apenas.
Nos escritos
ou
na imagem do dia a dia.
Mas, é pouco:
é porque a vida  é poesia - "desen-saciada"
E não dá pra mover sentimentos
sem a doce palavra do coração.


sábado, 1 de novembro de 2014

Não sei

A vida é assim: misto de quero e muitos nãos.
De repente vem uns sins por acaso.
 Mas nada basta numa vida de sins ou nãos.
Quando a vida parou, por acaso,
no alto dos sonhos que não se ousa sonhar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Solidão

De repente a  noite me pega só.
Solidão.
A tristeza me envolve. E me desconforta.
Olho ao meu redor - Solidão. E vejo livros:
 Muitos livros lidos, outros, não. Cedes, Devedes. Fotos da família me envolvem na estante.
Minha estante é uma bagunça literária e de imagens da minha própria fantasia.
Quero cantar a vida,  a vida entreaberta que ultrapassa os céus - da minha fantasia.






quinta-feira, 28 de agosto de 2014


O amor, ah, o amor...
Apenas uma onda que nos enleva e nos arrebata
Para sonhos, doces quimeras
De quem vive a vida a sua espera.

O amor é o nosso amor
Que nos derrete de paixão
Porque somos um, apenas um
Nesse vendaval de ilusão.

sábado, 23 de agosto de 2014

Medos


Nasci do medo num momento qualquer.
Vivo por medo essa vida esdrúxula
que me impuseram nesses cantos obscuros
do mais profundo útero que me deu a vida.

Ando pela vida, olho de soslaio o sol que brilha
e tenho medo que me mate seus fulgores.
Quedo-me nas brancas nuvens de sonhos de amor
à procura de quem me diga:
- Como evitar o medo que me assola a alma?
E a angústia de quem vive, mas já morreu?

 De repente nas incertezas
Há quem diga que o amor não morreu
Porque a vida é assim
Há os que amam
E outros que desamam
Mas que vivem presos em mim
Porque eu vivo neles e eles
estão amordaçados nos sonhos que me povoam:
Numa flor maior além muito além do que considero – a vida.