Olho-me.
Sinto o olho de quem quer ver
além da alma e do silêncio
Sinto-me cansada.
Procuro a Lua.
E absorvo-me na prática da vida
Encantada.
Onde está o Sol
Para amanhecer?
Quem sou eu
- Marina
- Marmeleiro, Sudoeste do Paraná, Brazil
- Profª de Língua Portuguesa e Pedagoga no Colégio Estadual de Marmeleiro onde construí parte da minha história. E porque sou alma de espírito livre que caminha nesse mundo em busca da essência que me apraz a liberdade, amo e escrevo poesias porque: Às vezes pinto-me nuvem, outras, estrela. Às vezes vida e flores Só pra te amar. Amo e adoro amar o amor. Sou mulher. Sou paixão. Sou Poesia. Sou poeta da poesia. E sou professora.
Hora certa!
00:00:00
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Pais e filhos
Quantos morrem
Quantos matam
Meu Deus!
Filhos se vão. Mortos no coração.
Crianças são assassinadas, mutiladas
por falta de amor e compaixão.
Pais incautos não aprenderam a amar
E tem filhos do sexo num momento de prazer
Prazer que dizem ser amor.
E todos estão por aí - sós:
Pais e filhos.
Mas só resta a solidão para os filhos
abandonados, ultrajados: os filhos do sexo e da ilusão.
E os pais onde estão?
domingo, 27 de abril de 2014
Avaliação: estudos e debates constantes
“A avaliação escolar tem
se configurado nas escolas como uma prática de exclusão, classificação e
controle, utilizando-se de uma prática pedagógica polarizada com provas e
testes, os quais identificam apenas o conhecimento que o aluno já possui, não
se preocupando com as possibilidades do que esse pode aprender através da
mediação do professor”.
Constata-se que muitas
vezes o insucesso do aluno em fazer tarefas ou provas, atribui-se à falta de
conhecimento de princípios envolvidos na operação, ou, ainda, a uma baixa inteligência
que impede a compreensão desses princípios. O que é ignorado na maioria dos casos
é que a deficiência pode residir não no nível operacional ou em um conteúdo
específico do processo de pensamento da criança, mas nas funções cognitivas que
formam a base na qual se apoia uma performance bem sucedida e que alicerçam as
operações cognitivas.
A ideia de avaliar para
medir mudanças comportamentais e a aprendizagem, portanto, para quantificar
resultados, encontra-se
apoiada na racionalidade instrumental preconizada pelo Positivismo. Concepções sobre Avaliação. Mary Stela Ferreira Chueiri. Psicóloga
Escolar.
Para Feuerstein, “de maneira semelhante ao que
preconiza Vygotsky, o processo de avaliação deve ter como objetivo desvendar o
potencial de aprendizagem do sujeito e não apenas identificar que conhecimento
já possui naquele momento determinado”. Feuerstein
et al. 1993.
Acredita-se que apesar de
estudos sobre avaliação, provavelmente, não se sabe avaliar de acordo com as
teorias, na concepção de professores porque as teorias nem sempre podem ser
subsídios para a prática. A realidade das escolas suplantam as teorias. Mesmo
porque os que escrevem as teorias não as aplicam nas escolas juntamente com os
professores.
Debatem-se, por isso,
constantemente, nos cursos de aperfeiçoamento, reuniões pedagógicas e conselhos
de classe como realizar uma avaliação que não seja classificatória e excluente,
embora a atribuição de notas persista na escola para “medir” o conhecimento do
aluno, desde a Idade Média.
Entra nesse contexto a
avaliação formativa onde a “atribuição de notas não é um problema porque essa
avaliação não ocupa lugar - trata-se de um parâmetro, decorrência do processo.” Elisabete, Avaliar o tempo todo.
Nova Escola, p.33.
A avaliação processual,
isto é, contínua “permite acompanhar a construção do conhecimento, identificar
eventuais problemas e dificuldades e corrigi-los antes de avançar”. Isso “ajuda
a interpretar o que a turma aprendeu ou, não, e, assim, intervir, mudando as
estratégias”. Jussara
Hoffmann, Avaliar o tempo todo, Nova Escola, p.33.
Por outro lado, esse tipo de avaliação é difícil para certos professores devido
a várias causas: falta de preparo para uma avaliação diferenciada, persistência
nas avaliações tradicionais, as mais comuns, perguntas e respostas, questões de
completar, assinalar certo ou errado; cópia e cola de exercícios dos manuais
didáticos ou sites da internet, questões descontextualizadas e mal elaboradas,
sem relação com objetivos planejados, falta de conhecimento para avaliar os objetivos
do conteúdo, resistência às novas propostas de avaliação, etc.
O mais difícil na escola é quando o professor utiliza esse tipo de prova como
instrumento de poder e deixa para o aluno a responsabilidade pelo resultado.
Ainda bem que não é regra na maioria das escolas.
No Plano de Trabalho Docente, todavia, elaboram-se a princípio, objetivos para
que se possa avaliar e “verificar” se o aluno os atingiu durante o percurso
através de diferentes instrumentos. E planeja-se a recuperação(direito do
aluno), sob vários critérios.
Afirma-se, ainda que,
os objetivos nem sempre podem ser avaliados e recuperados, pois cada aluno está
numa etapa da aprendizagem. E a duração proposta pelo calendário, isto é, o
tempo que lhe é dado para se atribuir uma nota, não condiz com o tempo de
aprendizagem do discente.
Este é um motivo
importante que requer a avaliação contínua para que a exclusão não comece com
os instrumentos mais utilizados em sala de aula: provas.
Enfim, a aprendizagem do aluno pode estar aliada a vários fatores onde os
mesmos podem ser influenciados por diversos fatores, uns de responsabilidade do
professor – domínio do conteúdo, metodologia e instrumentos. Outros, “fogem” de sua alçada: não
comparecimento às aulas, “desleixo” e pouca vontade de aprender. Tais questões
contribuem para a dificuldade de avaliar também de forma processual. São
entraves que a escola deve superar de acordo com sua realidade porque a
avaliação é um processo que interessa a todos, na escola. É um processo
coletivo entre professor, conhecimento e sujeito do conhecimento.
domingo, 20 de abril de 2014
As rainhas do lar
Crônica
Ao sairmos da sala onde houve discussão sobre o gerenciamento da família e, consequentemente, dos filhos, percebeu-se que a tarefa ainda é árdua para muitas mulheres, apesar de estarmos no século XXI.
Postamo-nos incrédulas, na situação apresentada sobre o comentário de uma delas do quanto se sentia em dificuldade para equilibrar o trabalho que exercia fora do lar e seus “deveres de dona de casa”. Marido e filhos não lhes davam descanso. Nada de colaboração no lar: porque homens não podem fazer nenhuma tarefa doméstica. “Isto é coisa de mulher”.
Segundo a Psicóloga Lígia Guerra “muitas vezes a própria mulher colabora para este conceito, pois faz distinção em casa entre as tarefas dos meninos e das meninas”. Meninas ajudam a lavar a louça, limpar a casa, etc., meninos ficam na sala com o pai vendo televisão ou jogando vídeo game.
Dias atrás um aluno me falou: “lá em casa, minhas irmãs são da mãe; eu e meus irmãos somos do pai. - É assim pedagoga, vamos “co” pai ao futebol e pescar. A mãe vai passear “co as” meninas no shopping e fazer as unhas. Suspirei. E empreendi uma conversa X. Outro me disse: “Minha mãe não trabalha”. Como assim, interpelei. – “Ela cuida da casa e faz comida”. Mais um: - Ah, pedagoga, “minha mãe, não faz nada”. Só dorme no sofá. “Nós temos que fazer o serviço”. – Verdade? Explique-me: - “tenho um irmão que”... bem, a mãe não consegue dormir à noite pra cuidar dele”.
Esses depoimentos são fictícios, mas servem para ilustrar os acontecimentos de algumas realidades presentes nas famílias e da mulher mãe.
Atualmente ainda perduram “as rainhas do lar”, expressão que surgiu durante o século XVII entre a burguesia. Resgatei-a desses velhos tempos em que a mãe era submissa ao marido e nem tinha direito de amamentar os filhos. E a trouxe para o tempo que a família era a “célula da sociedade”, conceito empregado nos livros de Educação Moral e Cívica, 1969, em pleno regime militar. (Em 1970, disciplina obrigatória nas 5ªs e 6ªs séries do curso ginasial). A mãe, batalhadora por seus direitos no mercado de trabalho, mas tímida e ainda submissa e responsável de educar e ensinar os filhos - encontrava-se encarcerada -, embora já se estivessem “queimados os sutiãs em praça pública”, e a pílula surgira milagrosamente como sinônimo de liberação sexual e controle da natalidade. A onda do feminismo(movimento social, filosófico e político queria libertar a mulher de padrões opressores baseados em normas de gênero. O pai, historicamente, figura austera cujo papel era impor sua vontade e por ordem no lar, paralisou-se por alguns tempos na sociedade, isto é, descaracterizou-se, frente a essa nova realidade aos moldes femininos, cuja primeira onda teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970 e a terceira da década de 1990 até a atualidade. (Wikipédia. A enciclopédia livre).
Após as reflexões históricas já conhecidas, volto à personagem que me fez escrever esta crônica. As mulheres presentes no momento das considerações se voltaram imediatamente ao “pobre”. E as análises e conceitos surgiram.
Mas, a coisa cheia de graça realmente aconteceu quando após a reunião, cada uma compara o próprio marido com o da outra em relação ao esposo da minha personagem. Maridos mais ou menos maravilhosos devido a este ou aquele desempenho doméstico, eram enumerados. E consideraram-se as bem-amadas profissionalizadas. Os risos se sucederam... Já não são “Amélias” (?!).
Imagine leitor, eu, solteira, no meio de tantos risos e agraciamento das bem-casadas. Sorriso a meia boca, sem graça, ria não sei de quê. Na verdade uma anônima ali, circunstancialmente. Meio sem graça, disse-lhes: - “Meu pai quando nasci dispensou “a comadre” que vinha dar banho em mim. - “eu mesmo banho minha filha”... E tomou conta da casa, da mulher e da filha, isto em 1952.
Saí de fininho da sala, pois todas se divertiam com seus próprios comentários sobre os cônjuges bem-amados e não machistas, as rainhas do lar, as bem-amadas. Quem iria dar atenção às colocações de uma mulher solteira - por opção - sobre as qualidades de um homem – pai, além do seu tempo?
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O morto
O pobre homem jazia esquelético e
pálido
na caixa eterna.
No rosto e mãos entrelaçadas a cor
da morte.
Apesar do sofrimento que tivera em
vida para deixar esta existência
Mostrava- se calmo, enigmático.
Na sala do morto os vivos disfarçam
o medo e a incredulidade: do fim.
Sorrisos abafados, conversas a
meia voz, olhares pra este ou aquele.
Um entra e sai consternado; as
lágrimas nos olhos dos mais chegados.
As rezadeiras rezam as orações
encomendando o morto a Deus.
O silêncio é rompido pelos
lamentos e lágrimas de quem amou aquele
que jazz na caixa eterna dali a
pouco na terra fria.
Benzem-se os vivos frente ao morto
em sinal de respeito, cabisbaixos.
Afinal, ele merece o gesto: viveu
a vida terrena e se encaminhou para o eterno.
E os vivos se perguntam frente ao defunto – quando será minha vez?
Lembranças de uma menina no Regime Militar
Mês
de março no Brasil é tempo de relembrar principalmente os erros da ditadura
militar a partir de 1964. Os escândalos atuais têm alguma relação de imposição
e desfaçatez, na atual democracia pela qual se lutou tanto e alguns até deram
sua vida pelos ideais que acreditavam: políticos, sociológicos, filosóficos,
etc. Algumas pessoas permanecem desconhecidas na luta por um país democrático e
outras lutam no dia a dia para que o país continue democrático.
Alguns
brasileiros se importam com a história da sua Pátria, outros, não aprenderam a
valorizar a terra tupiniquim. De quem é a culpa? Não é tema para discutir-se
neste texto, pois quero reportar-me ao dia 31 de março de 1964, 50 anos atrás,
e contar-lhes um pouco sobre esta data, cujos acontecimentos até hoje são
importantes para a história do nosso país. Já foi considerado feriado e
comemorado na escola com hinos e versos.
Dia 31 de
março de 1964 estávamos de viagem de Curitiba à Pranchita. Fomos pegos de surpresa pelo “golpe militar”
deflagrado na madrugada.
Ao chegar a Pato Branco, meu pai, João,
soldado da Polícia Militar, transferido, ficou à disposição no quartel
obrigatoriamente. Passamos à noite num
hotel e de manhã, ele nos colocou no ônibus da empresa Kovaleski. Seguimos
viagem chorando por deixá-lo, agarrados à saia da mãe, que temerosa, não
entendia o que estava acontecendo, pois o comentário era de que “estourara uma
guerra no Brasil”. Polícia e sirene para todo lado anunciava que nada estava
bem. Nossos olhos curiosos perscrutavam pela vidraça embaçada o silêncio. Ninguém nas ruas de Pato Branco. Casas
fechadas. Durante a viagem, em cada
rodoviária, ouvia-se o rádio para saber o desenrolar dos acontecimentos. Silêncio entre os passageiros, afinal nem
sabiam o que estava acontecendo. Um comentário em voz baixa aqui, outro acolá.
Chegamos a Pranchita. Subimos o que hoje é a
rua principal arrastando as malas até a casa da “comadre Zelinda, do Russo”,
madrinha do meu irmão menor. Outra história de outro tempo que lá moramos em
1958-1960. D. Zelinda matou a fome das crianças e nos dirigimos à casa do
soldado Gilberto para pouso. Nesse tempo as pessoas eram solidárias, como D.
Zelinda que nos recebeu de surpresa. Os policiais repartiam sua casa com outros
policiais porque todos eram jogados de um lado para outro, de acordo com as
necessidades das cidades. Menos se observava as dos próprios policiais.
Assim foi nossa vida de crianças e
adolescentes. Nenhum policial da época da ditadura contestava. Apenas recebiam
ordens dos comandantes e as cumpriam.
Ninguém ousava desrespeitá-los porque sua conduta era impecável. Nada de corrupção. Um pequeno erro era cadeia
e expulsão na certa. Exalto meu pai e colegas de farda que foram policiais de
renome.
Avançando um
pouco me vejo professora aqui em Marmeleiro nesse período. Os professores tinham de buscar permissão em
Curitiba no DOPS para poder lecionar, isto é, comprovar que nenhum era
comunista e tinha ideias revolucionárias.
Professora de
Ensino Religioso nos Colégios Estaduais de Marmeleiro, inocente, moça nova,
cheia de sonhos e crenças na humanidade, ex-moradora da capital, que amava
viajar, enfim, pessoa ideal para representar os colegas. Documentos em mãos solicitados pelo DOPS que
comprovavam a idoneidade de todos, viajei.
A fila que
antecedia o DOPS dobrava quarteirões diariamente. Primeiro dia, segundo dia, terceiro dia lá
estava eu às 6 horas. Somente no quarto dia consegui entregar os documentos
para a pessoa na recepção que olhava e rabiscava as folhas com cara feia e ares
de mofa. Liberada, voltei com as cópias
em mãos que permitiam aos professores lecionar. Aqui já pensavam que eu tinha
sido abduzida pelo regime, apesar de ser filha de militar.
Ah! Esqueci-me
de dizer que só no terceiro dia alguém se dignou no DOPS separar os professores
do interior e das capitais para agilizar o procedimento e que me ofereci para
representar os colegas. O ano? Talvez, 1969. Fui estudante e professora nessa
época, mas esta é outra história.
Publicado no Jornal de Beltrão, domingo, 30.04, p.3.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sujeitos que aprendem e ensinam na escola
QUEM SÃO OS SUJEITOS QUE APRENDEM E ENSINAM
NAS ESCOLAS?
Professora: Marina
Niceia Cunha
Professora Pedagoga
Colégio Estadual de
Marmeleiro-Ensino Fundamental e Médio
Análise
Sintática dos Sujeitos na Escola
“Então, escrever é o modo de quem tem a
palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa
não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu.” Clarice
Lispector
O
Sujeito na escola pode ser SIMPLES
na sua forma de ser, agir, pensar, aprender ou ensinar. Introspectivo. Às
vezes, sente-se, sozinho, deixado de lado, incompreendido e incompleto, em
relação a outros sujeitos. Sua forma de agir termina por isolá-lo em suas
ações. Mas, agregando-o ao coletivo, talvez, seja capaz de envolver-se e
relacionar-se com os demais.
“Eu quero desaprender para aprender de
novo.
Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos”. Rubem Alves
Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos”. Rubem Alves
Já
o Sujeito COMPOSTO
está sempre se dividindo em vários núcleos. Quanto mais, melhor. Quer desatar
os “nós”. Estabelecer relações entre os demais componentes presentes na
situação. Liga sua ação à busca de resultados coletivos. Socializa. Instiga.
Envolve-se. Apropria-se. Articula. Busca resultados. Mas traz complicações.
Quer respostas. “Ninguém caminha sem
aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e
retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.” Paulo Freire
E o Sujeito
OCULTO aparentemente sem ação?
Causador de acirradas discussões. No meio de
outros sujeitos está ali esperando ser descoberto e tornar-se mais presente,
embora se embaralhe, complique. Apesar de tudo, podemos percebê-lo em sua
dimensão: “Quando nada acontece, há um
milagre que não estamos vendo.” João Guimarães Rosa.
E o tal de Sujeito INDETERMINADO, então?
Mais
uma vez estamos diante de um sujeito que também não aparece de forma
clara. Comenta-se que ele somente se
relaciona em momentos específicos com os outros sujeitos. Disseram-me que é o
tipo de sujeito que se compromete com esta ou aquela ação de acordo com sua
própria forma de pensar.
“Aqueles que sonham acordados têm
consciência de mil coisas que escapam aos que apenas sonham adormecidos. ” Edgar Allan Poe
E há o considerado Sujeito INEXISTENTE.
É
aquele sujeito que não faz referência e não se relaciona com nenhum outro
sujeito. A nenhuma ação. Está alheio. Porém, ele se acerca de várias
alternativas para acabar com sua inexistência. Troveja e relampeja a toda hora.
Nem sempre entende a ideia de mudanças e a noção de um tempo que já se passou.
Fica preso entre as ideias do passado e a luta persistente das vozes do
lamento.
“Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu
contei. E nem a mim mesma. Sou
um segredo fechado a sete chaves.
Por favor, me poupem”. Clarice Lispector
sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu
contei. E nem a mim mesma. Sou
um segredo fechado a sete chaves.
Por favor, me poupem”. Clarice Lispector
Texto produzido de forma metafórica a
partir dos estudos Como reconhecer e
considerar os sujeitos da escola? Semana Pedagógica 2014. SEED.
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