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domingo, 22 de setembro de 2013

O infinito Senhor

DEUS é infinito
Por isso amo Deus que se manifesta nesse céu no fundo do meu quintal.

A tempestade

De repente...
Chuva torrencial.
A água desaba.
Volta o silêncio após o tormento das águas.
E o sol surge no alto as nuvens do meu quintal.

Unhas

São apenas unhas
Garras que me fazem feliz.
Amo minha unhas
Identidade das minhas mãos 
Sem elas não me sinto feliz
Eu sou eu porque minhas unhas enfeitam minhas mãos.

O tempo

Meu tempo acaba se misturando com outros tempos.
Os tempos da minha mão que abençoa a natureza que me abençoa
e por isso sou feliz
porque faço parte do tempo
que não é tempo
Mas faz parte da minha mão.

A vida

De repente o céu nebuloso encantou minha vida
porque você e eu nos apaixonamos.


O que a idade pode fazer por você

Crônica

Ao ler no Jornal de Beltrão que Dr. Kit Abdala dera seu último voo para habitar nas estrelas, surpreendi-me, apesar de não conhecê-lo pessoalmente, apenas pela leitura de seus livros e reportagens publicadas sobre tão renomado profissional.
Já afirmei em textos anteriores, que algumas pessoas não as conhecemos fisicamente, contudo acabamos fazendo até amizade com elas quando lemos o que as mesmas escrevem, e essa empatia ninguém tira do escritor e leitor. Pessoalmente, amo essa relação com os escritores que mais admiro e que me transformaram numa escrevente e leitora. Quanto mais leio seus escritos, mais me apaixono.
 E num certo dia descobri Dr. Kit, escritor, no seu primeiro livro, no consultório do oftalmologista. Confesso que me atraiu sua narrativa, entremeada de humor cativante sobre..., entretanto, o livro lá ficou. Que vontade de levá-lo comigo. Lembrei-me da Menina que Roubava Livros(Markus Zusak), não sendo mais menina, nem personagem, deixei-o pesarosa. Mais tarde o JdeB me enviou os exemplares. Li avidamente. Diverti-me com as colocações. Refleti, sorri, relembrei parte da história do sudoeste que conhecia, viajei com ele. Sugeri a leitura aos meus alunos. Um dos livros seguiu para Curitiba destinado ao Dr. Celso Carlos Ribeiro que iniciou a leitura em minha casa.
Após homenagem ao médico que escrevia quero me ater a outras pessoas de “a melhor idade”. Particularmente, essa metáfora me parece pejorativa, pois não são todas as pessoas velhas, idosas que fazem parte da “melhor idade”, e não é meu objetivo discutir a situação dos idosos em nosso país neste momento. Meu objetivo são colocações sobre o que a idade pode fazer por nós.
 Percebi primeiramente nos meus 61 anos que muitas pessoas têm medo ou vergonha de dizer a idade, ou a disfarçam de várias formas. Não preciso dizer quais, pois o leitor sabe dos recursos utilizados hoje.
Por outro lado, os mortais do século XXI crescem impregnados de toda a corrupção dos meios de comunicação para continuar jovens desde a mais tenra idade, não importa o preço. E o medo de envelhecer é inerente nesta sociedade consumista e, por conseguinte as pessoas sentem medo e vergonha da velhice.
 Os jovens da atual sociedade, no entanto desdenham os que ultrapassaram a barreira do tempo. Mas a minoria não se prepara para enfrentar o próprio envelhecimento. O que vale é “curtir” o momento e seguir os ditames da moda, salvo exceções.
Os questionamentos sobre o que a idade pode fazer por nós após essas constatações têm a ver com a forma das pessoas verem a própria vida e o que podem melhorar porque a “curtição” pode ser boa, porém através dela devem-se buscar formas de mudar o mundo próximo a nós, pois a mediocridade, a descrença, a incompetência imperam diariamente.Todavia há pouca poesia, amor, compreensão, entendimento e sabedoria.
Enfim, os anos que vivemos são apenas um tempo em nossas vidas. Para uns mais, outros menos. O que importa é que ao partirmos para os Campos Elíseos, ela tenha feito a diferença por aqui. E temos algum tempo para isso.Eu continuo uma menininha pronta para aprender.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Meu doce amor

Encantei-me contigo no exato momento da minha solidão de mulher
Tu me quiseste
Eu te quis
Juntos amamos o amor e a solidão
Solidão do amor que não é possível
Mas, por Deus, por que o amor sempre se torna
a prosa eterna da poesia quando se vai?