Por isso amo Deus que se manifesta nesse céu no fundo do meu quintal.
Quem sou eu
- Marina
- Marmeleiro, Sudoeste do Paraná, Brazil
- Profª de Língua Portuguesa e Pedagoga no Colégio Estadual de Marmeleiro onde construí parte da minha história. E porque sou alma de espírito livre que caminha nesse mundo em busca da essência que me apraz a liberdade, amo e escrevo poesias porque: Às vezes pinto-me nuvem, outras, estrela. Às vezes vida e flores Só pra te amar. Amo e adoro amar o amor. Sou mulher. Sou paixão. Sou Poesia. Sou poeta da poesia. E sou professora.
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domingo, 22 de setembro de 2013
A tempestade
De repente...
Chuva torrencial.
A água desaba.
Volta o silêncio após o tormento das águas.
E o sol surge no alto as nuvens do meu quintal.
Chuva torrencial.
A água desaba.
Volta o silêncio após o tormento das águas.
E o sol surge no alto as nuvens do meu quintal.
Unhas
São apenas unhas
Garras que me fazem feliz.
Amo minha unhas
Identidade das minhas mãos
Sem elas não me sinto feliz
Eu sou eu porque minhas unhas enfeitam minhas mãos.
O tempo
Meu tempo acaba se misturando com outros tempos.
Os tempos da minha mão que abençoa a natureza que me abençoa
e por isso sou feliz
porque faço parte do tempo
que não é tempo
Mas faz parte da minha mão.
O que a idade pode fazer por você
Ao ler no Jornal
de Beltrão que Dr. Kit Abdala dera seu último voo para habitar nas estrelas,
surpreendi-me, apesar de não conhecê-lo pessoalmente, apenas pela leitura de
seus livros e reportagens publicadas sobre tão renomado profissional.
Já afirmei em
textos anteriores, que algumas pessoas não as conhecemos fisicamente, contudo
acabamos fazendo até amizade com elas quando lemos o que as mesmas escrevem, e
essa empatia ninguém tira do escritor e leitor. Pessoalmente, amo essa relação com
os escritores que mais admiro e que me transformaram numa escrevente e leitora.
Quanto mais leio seus escritos, mais me apaixono.
E num certo dia descobri Dr. Kit, escritor, no
seu primeiro livro, no consultório do oftalmologista. Confesso que me atraiu
sua narrativa, entremeada de humor cativante sobre..., entretanto, o livro lá
ficou. Que vontade de levá-lo comigo. Lembrei-me da Menina que Roubava
Livros(Markus Zusak), não sendo mais menina, nem personagem, deixei-o pesarosa.
Mais tarde o JdeB me enviou os exemplares. Li avidamente. Diverti-me com as
colocações. Refleti, sorri, relembrei parte da história do sudoeste que
conhecia, viajei com ele. Sugeri a leitura aos meus alunos. Um dos livros
seguiu para Curitiba destinado ao Dr. Celso Carlos Ribeiro que iniciou a
leitura em minha casa.
Após homenagem
ao médico que escrevia quero me ater a outras pessoas de “a melhor idade”. Particularmente,
essa metáfora me parece pejorativa, pois não são todas as pessoas velhas,
idosas que fazem parte da “melhor idade”, e não é meu objetivo discutir a
situação dos idosos em nosso país neste momento. Meu objetivo são colocações sobre
o que a idade pode fazer por nós.
Percebi primeiramente nos meus 61 anos que
muitas pessoas têm medo ou vergonha de dizer a idade, ou a disfarçam de várias
formas. Não preciso dizer quais, pois o leitor sabe dos recursos utilizados
hoje.
Por outro
lado, os mortais do século XXI crescem impregnados de toda a corrupção dos
meios de comunicação para continuar jovens desde a mais tenra idade, não
importa o preço. E o medo de envelhecer é inerente nesta sociedade consumista e,
por conseguinte as pessoas sentem medo e vergonha da velhice.
Os jovens da atual sociedade, no entanto
desdenham os que ultrapassaram a barreira do tempo. Mas a minoria não se
prepara para enfrentar o próprio envelhecimento. O que vale é “curtir” o
momento e seguir os ditames da moda, salvo exceções.
Os
questionamentos sobre o que a idade pode fazer por nós após essas constatações têm
a ver com a forma das pessoas verem a própria vida e o que podem melhorar porque a “curtição”
pode ser boa, porém através dela devem-se buscar formas de mudar o mundo
próximo a nós, pois a mediocridade, a descrença, a incompetência imperam
diariamente.Todavia há pouca poesia, amor, compreensão, entendimento
e sabedoria.
Enfim, os anos
que vivemos são apenas um tempo em nossas vidas. Para uns mais, outros menos. O
que importa é que ao partirmos para os Campos Elíseos, ela tenha feito a
diferença por aqui. E temos algum tempo para isso.Eu continuo uma menininha pronta para aprender.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Meu doce amor
Encantei-me contigo no exato momento da minha solidão de mulher
Tu me quiseste
Eu te quis
Juntos amamos o amor e a solidão
Solidão do amor que não é possível
Mas, por Deus, por que o amor sempre se torna
a prosa eterna da poesia quando se vai?
Tu me quiseste
Eu te quis
Juntos amamos o amor e a solidão
Solidão do amor que não é possível
Mas, por Deus, por que o amor sempre se torna
a prosa eterna da poesia quando se vai?
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