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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os medos da publicação

Crônica


Segundo Maria Fernanda Rodrigues em “Concurso possibilita a estreia literária de aspirantes a escritor”, p. 5, Literatura/Geral, do JB, 18 de agosto, “Mostrar o primeiro livro para um estranho não é tarefa fácil”.
 De fato, não é fácil escrever e expor o que se escreve ao julgamento de outros porque escritores iniciantes se apavoram com o que os leitores pensam de seus escritos. Talvez seja porque se vive num país que ainda da pouco valor à arte. Caminhamos lentamente na arte da escrita, da leitura, da pintura, da música, enfim das artes em geral. Mas isto não é novidade na história do Brasil. Grandes artistas das artes tiveram de lutar sozinhos para divulgar seus trabalhos. Há uma grande descrença com os que escrevem, ainda. E pessoas que escrevem constantemente mostram seus escritos para este ou aquele para que outras avaliem, opinem sobre as linhas no papel. É o chamado laboratório. Eu costumo fazer.
            Entretanto, hoje temos vários meios para divulgar nossa arte: jornais, internet, revistas e os vários concursos nos possibilitam algumas chances para que as pessoas conheçam a nossa literatura.
Escrevo há muitos anos. Tenho infinitas folhas arquivadas no computador. Umas publico, outras, não, pois são muitas vezes, fruto de vários momentos que, de repente, deixaram de ser interessantes, pois manifestam reflexo de ideias daquele “insigt” louco que povoa nossa alma e que é preciso frear pela censura.
Mas é importante nesse colóquio oferecer oportunidades para as pessoas mostrarem do que são capazes no campo das diversas artes, libertando-as das amarras “amarrentas” que lhes tolhe a criatividade. Abandonar o medo é nosso maior desafio, principalmente na escola, onde há tantos talentos à espera de valorização. E o professor é importantíssimo nesse contexto.
“É preciso acreditar nas pessoas como elas são”. Uma pequena atitude de nossa parte contribuirá para que talentos aflorem e este mundo se torne melhor e mais humano e produzam-se bons leitores e futuro escritores. É por isso que escrevo porque espero atingir as pessoas com minha arte de prosa e poesia dando a elas momentos de sensibilidade e discussão sobre a escrita. Mesmo porque sendo Professora de Língua Portuguesa, não posso deixar de mostrar aos alunos esse meu lado de leitora e escrevente de palavras que enaltecem nossa língua.
Portanto, no momento que estou prestes a mostrar meu primeiro livro, sinto-me eufórica. Meus sentimentos são inexplicáveis. Gestei palavras ao longo do tempo. Espero que as mesmas contribuam de alguma forma com você leitor.



sábado, 20 de julho de 2013

Sou vida
Sou flor
Sou rosa no meu  jardim
Por isso vivo na terra em mim.
Quando o amor das ilusões se acaba:
Restam-nos as lembranças.
A saudade distante.
A solidão.
A frieza embolada em palavras disfarçadas.
Só eu e você sabemos.
As respostas para o antigo amor é para o amor que já foi paixão.
Tudo morreu em nosso coração.
Hoje nos designamos colegas.




sábado, 29 de junho de 2013

De repente me sinto
meio amada
meio perdida.
Só quero amor - nunca paixão.
Sozinha
Leio livros
que me ensinam
que você é amor
Mas pode ser paixão.
Enquanto isso - Amor
Colho as flores do nosso futuro jardim.



Deleito-me de paixão
Estou tão cega
que não enxergo
o exagero da paixão
que me envolve a alma.
Mas. De repente...Cansei!
Vou cuidar das flores do meu jardim.


“Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria...”.
Monte Castelo
Renato Russo

Meus sonhos
                                                       
Meus moinhos de vento.
Meus sonhos movem meus moinhos de sonhos
Meus moinhos de farinha de beiju.
Meus sonhos
Meus moinhos
Carrego nas costas as sacas de farinha pra moer os sonhos
Depositados no monjolo.
Não sou mais Dom Quixote.
Onde estão meus sonhos?
Morreram os moinhos d’ água
Morreram os soques de farinha
Morreram os monjolos
Os beijus torradinhos com açúcar das minhas avós: Maria Rodrigues Carneiro e Alvina Sheffler Cunha.
Beijus de paixão no calor do forno, um sacrifício para a mulher desse tempo.
Mas satisfação à mesa quando a família se fartava.
E como posso esquecer ainda as palavras da minha mãe que me conta sempre que recordamos as histórias da família. Viajamos pelo o sapeco da erva-mate lá pras bandas de Valinhos(Guaraúna)
das minhas avós e bisavós.Avôs e bisavôs.
Meus pais: João e Emília.
É a história que agora conheço.
Morreu a tradição. O mundo dos sonhos? Da família? Não. Porque outros sonhos que sonhamos e outras vidas estão vivos pra amar as outras vidas que amaram os sonhos da família.
E agora o que resta são os moinhos de vento
Eólicos
Luto mais contra esses moinhos de vento que atormentam meus sonhos
E busco neles o sonho de encantamento de uma história de amor de Dulcinéia
Cadê meu Dom Quixote?
Cadê meu escudeiro Sancho Pança?
Cadê meus sonhos? Cadê?
                                             Anoitecer no fundo do meu quintal

O QUE É SER MULHER?

Não sei.
Aprendi e li muitos conceitos
De ser mulher.
Quanto a mim
Se posso confessar:
Sou contradição.
O que sei é que sou Mulher, apenas Mulher.
Mulher que acredita no poder de ser mulher.
Já fui criança; adolescente menina-moça
Moça, e finalmente, Mulher.
Com todas as contradições e sonhos da criança,
 da menina, da adolescente menina-moça pronta pra ser Mulher.
Sou Mulher
.
Sou
                                                                                             Sonhos de menina:
- Príncipe encantado.
Amado amante. Ilusões.
E de repente, me fiz Mulher.
Fizeram-me mulher nos sonhos, nas ilusões, no tempo...
No corpo.

E o príncipe sumiu.

E hoje
Sou Mulher por você.
Nos meus ideais e ideias.
Na compreensão de Ser e Viver
Naquilo que acredito.
Sou Mulher todo dia e toda noite.
Sou Mulher porque acredito
em minhas possibilidades
de vencer.
E não me submeto
Luto por um mundo melhor
e por mim
luto e debato-me,
debato-me e luto.
Sou você. Sou mulher e pronto.
É preciso dizer mais?
Sou Mulher por você.