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terça-feira, 9 de outubro de 2012


Minha Poesia

 Às vezes não tenho palavras
nem inspiração
nem por isso
deixo de ver
e escrever Poesia
na imagem do dia a dia.

 As palavras em certos momentos
parecem vãs
mas há aqueles que a utilizam no silêncio
para transformá-la em canção.

Se não tenho palavras
brinco com letras até a inspiração chegar.
Jogo letras daqui,
salta uma sílaba de lá,
c
a
i
uma
palavra
 pra
 cá.

E não é que a danada inspiração
Seja ela em forma de coração
Amor ou paixão
Brinca nos versos com as palavras
que nunca sonhei escrever.
E meus versos ganham o mundo que guardei para ti.








Às vezes não tenho palavras.
Nem por isso
deixo de ver
e escrever Poesia
na imagem do dia a dia.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

OS FORASTEIROS

Terras sem fronteiras,
fronteira do Sudoeste
assim ouvi falar.
 Pequenina nos meus cinco anos
   vim parar - na terra  de “gringos”
chamados italianos
apreciadores de polenta  degustada com leite
de radiche do mato catado pelas mãos
das crianças a brincar quando ainda a Natureza
não era explorada...
e sobrava mato pra todo lado...
Crianças buscavam entre sombras das samambaias
os radiches verdinhos
sabor único que marcou minha infância...
O cheiro da polenta na chapa do fogão
da boa vizinha italiana
O gosto dos prazeres oferecidos pela terra
poeirenta que afundava-me os pés nos sonhos
esconderam-me o medo na pequenina casa
chamuscada pelo fogo dos tais revoltosos.

Lá em Pranchita o medo imperava.
E pela fome de pão chorava as pequenas almas.
O que restava, então?...
O contrabando.
No lombo de um burro, alguns homens atravessavam, cautelosamente, as águas da divisão e trazia-se a “harina” pra fazer o pão pros meninos que choravam,
 sem entender a guerra e a solidão.

No fundo da casa chamuscada - um poço!
Pras crianças sem medo
debruçarem-se, perigosamente,
e gritarem – Papai, onde está você?!...
Silêncio.
Poço das almas nobres!?...
Da água escura lá no fundo
que saciava os sonhos e os gritos d’alma
- Pai, papai, papaiii!...

Espingardas, fuzis, mosquetões.
Armas afogueadas que, pipocava sangue
na luta contra a jagunçada.

Papai, soldado, inocente,
 sem saber que revolta era essa
de Curitiba aqui veio pra ficar.
Armas ombro
 E na bagagem a família pra sustentar.
Fincou os pés neste chão
honrando a profissão.

A luta pela terra
no Sudoeste se fez
dor,
morte,
assassinatos, tudo duma vez.
O rico solo, vermelho se transformou
pelo sangue dos mortos e mutilados,
 ela regou.

Hoje no Sudoeste
já não reina o terror
do tempo da jagunceira
E da falta de amor.
Quando o que valia era a cartucheira
por detrás da trincheira
molhando a terra na sangueira
na chacina carnificeira
dos bandidos sem carreira
cuja lei era espalhar o pavor!
Desalmados pistoleiros que
amedrontavam posseiros
sem piedade nem dó.
Sua lei era à bala
 emboscados na vala
planejavam sepulturas
dos que lutavam com bravura
em defesa da terra.

Nessa desvairada luta
Posseiros,
Jagunços,
Milícia,
Forasteiros,
Construíram sua história
a história de um povo
que o Sudoeste transformou.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012



GUARDEI-ME PARA TI

Guardei-me para ti como um segredo
Que eu mesma não desvendei:
Há notas nesta guitarra que não toquei.
Há praias na minha ilha que nem andei.

É preciso que me tome, além do riso e do olhar,
Naquilo que não conheço e adivinhei;
É preciso que me ensines a canção do que serei
E me cries com teu gesto
Que nem sonhei. 

(LYA LUFT)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vida distraída

Tão bom viver a vida assim distraída
deixar de lado o sonho e a rosa
atirada ao vento  da paixão
por tuas mãos cansadas
embaladas na solidão.

Tão bom viver a vida assim distraída
distraída de tudo que vai na ilusão
atirada nas flores das desflores
das cores da rosa vermelha
que branca se desfez na ilusão.

Tão bom viver a vida assim distraída
na busca da vida descompreendida
que teus olhos de céu negro
dão vida a vida apenas aos sonhos
a vida, as rosas distraídas
do nosso jardim.

Tão bom viver a vida assim distraída
distraída
 perdida
pois a vida não se cansa
de namorar você e eu.

Tão bom viver a vida assim distraída
Tão bom viver a vida
Viver a vida
A vida viver
Tão bom viver a vida assim distraída.
nas tuas mãos
Viver.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012


Cantos de vida
I
Sou coração de Estudante
porque me dedico à vida.
Canto as canções que embalam
o Sol e a Lua e a beleza das flores.
Sou amante de Shakespeare.
E confabulo segredos com Fernando Pessoa,
pois acredito que “Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena”.
E é por isso que amo e abraço Meu Pequeno Príncipe.
Creio que
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.
Entretanto,
“Os homens esqueceram essa verdade”, disse a raposa.
“Mas tu não deves esquecer”.
Por que
 Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
E nos meus sonhos fui...
...Sou responsável das verdades infinitas que me aprazem a vida
E cativei...
E me tornei viajante das leituras que me tocam o coração
E me ensinam a ser mais luz.
II
De repente...
Num caminho divino e desconhecido
- caminhei por longas estradas.
E pelas verdades infinitas das estrelas.
Porém,
Chegou à hora de em verdes prados repousar:
(embora chegue o dia da partida
prometo que não vou chorar).
Voarei pelos teus sonhos e beijarei os sonhos meus no infinito amor maior.