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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Meu querido, meu velho, meu amigo



Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

Roberto Carlos

Parabéns, Pai! Obrigada por você e a mãe serem meus pais.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Mar


O mar
encanto que me encanta
e que canta
Marina

Que me diz o mar?
solidão
mistério
encantamento
céu aberto
mistério que envolve
as almas.

E quando dele me aproximo
cheiro a maresia
sinto o gosto do sal
deixo a cálida água
rodear-me,
invadir meu corpo
e sinto o mistério
da espuma que se desmancha
que se molda e espalha-se n'água
e juntas sentimos nas ondas
a doçura da água do mar.

Deito-me
em suas areias
quentes,
e sinto o gozo do gozo das águas
do mar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Fernão Capelo Gaivota

(...)
Amanhecia um novo dia de trabalho.

Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava. A trinta metros da superfície azul brilhante, baixou os seus pés com membranas, levantou o bico e tentou a todo o custo manter as suas asas numa dolorosa curva. A curva fazia com que voasse devagar, e então a sua velocidade diminuiu até que o vento não fosse mais que um ligeiro sopro, e o oceano como que tivesse parado, abaixo dele. Cerrou os olhos para se concentrar melhor, susteve a respiração e forçou ... só ... mais ... um ... centímetro ... de ... curva ... Mas as penas levantaram-se em turbilhão, atrapalhou-se e caiu.

Como se sabe, as gaivotas nunca se atrapalham, nunca caem. Atrapalhar-se no ar é para elas desgraça e desonra.

Mas Fernão Capelo Gaivota - sem se envergonhar, abrindo outra vez as asas naquela trémula e difícil curva, parando, parando ... e atrapalhando-se outra vez! - não era um pássaro vulgar.

A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples factos do voo - como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar. Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar ..."

Do livro "Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach


cortesia de www.letras.com.br

JE T'AIME - LARA FABIAN LIVE " NUE -2002 "

Be (Fernão Capelo Gaivota) - Neil Diamond (Legendado BR )